No Reino da Palavra...

- Não grite.
Não permita que o seu modo de falar se
transforme em agressão.

- Conserve a calma.
Ao falar, evite comentários ou imagens
contrárias ao bem.

- Evite a maledicência.
Trazer assuntos infelizes à conversação,
lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar
a poeira de caminhos já superados,
complicando paisagens alheias.

- Abstenha-se de todo adjetivo desagradável
para pessoas, coisas e circunstâncias.
Atacar alguém será destruir hoje o nosso
provável benfeitor de amanhã.

- Use a imaginação sem excesso.
Não exageres sintomas ou deficiências
com os fracos ou doentes, porque isso viria
fazê-los mais doentes e mais fracos.

- Responda serenamente em toda questão difícil.
Na base da esperança e bondade,
não existe quem não possa ajudar conversando.

- Guarde uma frase sorridente e amiga para
toda situação inevitável.
Da mente aos lábios, temos um trajeto
controlável para as nossas manifestações.

- Fuja a comparações, a fim de que seu
verbo não venha a ferir.
Por isso, tão logo a idéia negativa nos alcance
a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento
pode ser substituído, de imediato, no silêncio
do espírito, mas a palavra solta é sempre um
instrumento ativo em circulação.

Recorde que Jesus legou o Evangelho,
exemplificando, mas conversando também.
ANDRÉ LUIZ



Distribui sorrisos e palavras de amor aos irmãos algemados a
rudes provas como se os visses falando por teus lábios, e
atravessarás os dias de tristeza ou de angústia com a luz da
esperança no coração, caminhando, em rumo certo, para o
reencontro feliz com todos eles, nas bênçãos de Jesus, em plena
imortalidade.

(Emmanuel).

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Estória (Francisco e Paulão)



Estória:


Francisco, um homem muito trabalhador, morreu e se encaminhou para a porta do céu.

São Pedro estava sentado com as chaves do portão, quando viu o homem se aproximando.

Levantou e gritou: eis que retorna um homem trabalhador e justo.

Francisco abriu um sorriso; fazia décadas que esperava por este momento de reconhecimento.

São Pedro o abençoou e disse: olhe para trás, está vindo um velho conhecido seu.

Era o Paulão. Seu vizinho tocador de violão e dado a dançar até a madrugada.

São Pedro abriu um sorriso e gritou: eis que chega um grande homem que merece a minha alegria e minha bênção.

Francisco ficou paralisado, sem entender porque tanta alegria de São Pedro.

O velho Pedro, grande amigo de Jesus, leu os pensamentos que atormentavam Francisco e num ato de compaixão explicou:

“Você, Francisco, trabalhou mais que o Paulão. Mas, aprendeu e evoluiu muito menos que ele. Sua fé no trabalho o distanciou da sabedoria e do aprendizado.
Vocês plantavam e produziam maçãs. Produziam o mesmo volume. Você trabalhou mais porque lhe faltou sabedoria e observação. Porque não procurou saber a razão de Paulão produzir com menos trabalho?

Ele queria tocar violão, queria brincar com as crianças, queria conversar com seus amigos. Ele precisava aprender para produzir mais, trabalhando menos.
Ele foi mais completo que você.

Paulão plantou mais sorrisos e esteve mais presente na vida da família. Grande homem. Foi mais completo. Venceu o desafio de desenvolver qualidades, habilidades e sabedorias.”

Enquanto o santo homem falava, Francisco ia recordando do seu preparo para a reencarnação. Uma lágrima rolou em seu rosto e regou a planta que estava aos seus pés.

Francisco lembrou: “tu serás trabalhador. E terá que desenvolver a sabedoria para ter tempo para a caridade, para compartilhar e para brincar com os familiares. Quem já sabe trabalhar deve aprender a brincar na vida”.

Francisco compreendeu e repetiu: “que grande homem foi este Paulão. Sorriu e brincou, como eu poderia ter feito”.

Os três se juntaram e abraçaram. São Pedro estava feliz porque o Francisco finalmente aprendeu. Nunca é tarde para aprender e assumir a responsabilidade por ser completo.

A vida do espírito “Francisco” continuou assim: ele pedia para Deus o inspirar. Queria ser cada vez mais eficiente e ter sempre o rosto alegre para trazer paz aos que estão à sua volta.



sábado, 14 de fevereiro de 2015

As Crianças e as Drogas



As crianças aprendem pelo exemplo e imitação, percebem quando os adultos recorrem aos tranqüilizantes ao menor sinal de tensão, ou que estão comendo exageradamente por compulsão, ou fazem compras sem necessidade ou trabalham excessivamente… Todos esses comportamentos são dependentes e compulsivos e precisam ser repensados urgentemente pelos pais, antes que os jovens os assimilem e estabeleçam a mesma relação com as drogas.
Algumas crianças, filhas de dependentes, são negligenciadas ou recebem maus-tratos. Outras já perderam seus pais por uso de drogas. Parentes ou pessoas ligadas ao serviço público geralmente cuidam desses órfãos. Crianças e drogas estão interligadas também porque jovens começam cedo a usar álcool,cigarro ou maconha para serem aceitos em certos grupos -ou até para lidar melhor com o stress. Embora não seja tão comum, algumas crianças chegam a se iniciar nas drogas aos oito ou nove anos de idade. Em seguida passam para o uso de drogas mais potentes..

Entre outros fatores, a pressão de colegas influencia essa decisão. Crianças que moram e trabalham nas ruas são particularmente vulneráveis ao consumo de drogas. O uso de inalantes - como cola de sapateiro, anfetaminas e outros tipos de substâncias que eliminam a fome e a ansiedade - acabam sendo um meio de enfrentar os problemas do dia-a-dia.

Extraído do Livro “Joanna de Ângelis Responde”
As drogas destacam-se como um dos mais graves problemas da atualidade. Onde se buscar a matriz desses males?
Resp.: Dentre os vícios sociais e as graves ocorrências do momento de dor planetária, avulta-se a toxicomania, que está dizimando verdadeiras multidões que lhe tombam na infeliz urdidura, enlouquecidas hoje, em marcha para o suicídio amanhã. . A dependência de drogas alucinógenas é das mais graves injunções a que a criatura se entrega, normalmente numa iniciação inocente, que se agrava num compromisso sem libertação. Justificativas sócio-econômicas, de ordem familiar ou ocasionadas por problemas emocionais e psicológicos, em forma de mecanismos de evasão da realidade, na busca de realizações alucinadas, não suportam a mínima análise sequer a respeito. A fraqueza moral da vítima, que se não apóia nos valores éticos, capazes de contribuir para a verdadeira felicidade do homem, a ausência de fé religiosa na mente e de comportamento cristão, respondem, isto sim, pela desabalada correria dos que se entregam aos tóxicos, responsáveis pela violência, agressividade, loucura e autocídios que grassam em índices alarmantes por toda parte.



A prevenção se inicia desde a gestação da criança, num clima de aceitação, amor e respeito. Desde a mais tenra idade o espaço para o diálogo é cultivado e assuntos sobre sexualidade, drogas e outros temas fazem parte do cotidiano familiar. Não existe tabus e preconceitos. Ao mesmo tempo a criança é educada para a autonomia, para ter senso crítico, tomar pequenas decisões. Quando crescer esta criança crítica e segura saberá lidar com todas as drogas nas prateleiras. A droga nunca vai ser eliminada da sociedade, a grande diferença está na opção do jovem, ele fortalecido em sua auto-estima, com um projeto de vida saberá resistir às tentações dos colegas, às tentações da sua curiosidade e do modismo.

Como a família deve reagir quando descobre que seu filho abusa do álcool, está fumando ou usando drogas ilegais?

A primeira atitude é de calma, sem desespero, conversar, melhorar o canal de comunicação com o jovem, procurar ajuda espiritual, ler, buscar ajuda e o mais importante realizar uma revisão geral nas relações, procurar conversar sobre os sentimentos verdadeiros, trabalhar as diferenças e os conflitos com equilíbrio. Verificar o grau de comprometimento do jovem, ele pode estar no início, usar ainda recreativamente. Os pais precisam compreender que apenas uma minoria transforma-se em dependente químico, principalmente aqueles que possuem pais dependentes de drogas, ou dificuldades pessoais ou familiares, neste caso a família está tão desestruturada que pouco pode atuar para um processo de ajuda. Quanto mais neutra e apagada for a relação do jovem com os pais, mais a droga vai completar sua personalidade.




ATITUDES QUE PROTEGEM OS FILHOS DO USO DE DROGAS


- AMOR E AFEIÇÃO EM TODAS AS FASES
- DISCIPLINA CONSISTENTE MAS JUSTA
- ENSINÁ-LOS A DIZER NÃO ÀS DROGAS
- DIÁLOGO SABER OUVIR E FALAR
- ATMOSFERA FAMILIAR ESTÁVEL
- MODELOS DIGNOS EM QUE POSSAM SE MIRAR

"A MELHOR ESCOLA DE PREPARAÇÃO DAS ALMAS REENCARNADAS NA TERRA, AINDA É O LAR, ONDE A CRIATURA DEVE RECEBER AS BASES DO SENTIMENTO
E DO CARÁTER". EMMANUEL (O CONSOLADOR)

O QUE PODEMOS FAZER PARA PREVENIR O ENVOLVIMENTO DOS NOSSOS FILHOS COM DROGAS ?
1.CRIÁ-LOS COM MUITO AMOR E DIÁLOGO
2.MANTER UM AMBIENTE DE HARMONIA NO LAR
3.ACOMPANHÁ-LOS DE PERTO AMBIENTES E AMIGOS
4.DAR-LHES BOA ORIENTAÇÃO RELIGIOSA
5.FAZER TUDO PARA QUE SEJAM FELIZES

TRANSMITIR AOS FILHOS O CONHECIMENTO ESPIRITUAL

• O QUE SOMOS
• DE ONDE VIEMOS
• PARA ONDE VAMOS
• POR QUE AQUI NOS ENCONTRAMOS
• POR QUE SOFREMOS
• QUAIS AS CONSEQÜÊNCIAS DO USO DE DROGAS NA VIDA PRESENTE, NA VIDA ESPIRITUALE NAS FUTURAS REENCARNAÇÕES. USO DE DROGAS E TANTOS OUTROS MALES QUE ASSOLAM O MUNDO ATUAL, REFLETEM A AUSÊNCIA DE UMA VISÃO MAIS ESPIRITUALIZADA DA VIDA.

A educação moral à luz do Evangelho sem disfarces nem distorções; a conscientização espiritual
sem alardes; a liberdade e a orientação com bases na responsabilidade; as disciplinas morais desde cedo;
a vigilância carinhosa dos pais e mestres cautelosos; a assistência social e médica em contribuição fraternal
constituem antídotos eficazes para o aberrante problema dos tóxicos - autoflagelo que a Humanidade está
sofrendo, por haver trocado os valores reais do amor e da verdade pelos comportamentos irrelevantes quão
insensatos na frivolidade.
Se os pais suspeitarem que os filhos estão usando drogas, deverão tomar as seguintes
medidas:
• Conceber um plano de ação. Consultar-se com dirigentes escolares e outros pais.
• Discutir suas suspeitas com os filhos de maneira calma, objetiva. Não se confrontar com um filho
enquanto ele estiver sob a influência de drogas.
• Impor medidas disciplinares que ajudem a afastar o filho daquelas circunstâncias em que poderia
ocorrer o uso de drogas.
• Procurar orientação e assistência com profissionais de tratamento e com um grupo de pais.
O adolescente mais do que nunca se encontra numa fase em que necessita do apoio, do diálogo e da compreensão dos pais.
Pais repressivos, distanciosos, violentos acabam afastando os filhos de perto de si. Quando os filhos perdem a confiança nos pais, tornam-se uma isca fácil para os traficantes. O adolescente não possui muitas defesas e na busca de novos caminhos para fugir dos seus problemas pessoais e familiares e/ou escolares acaba se tornando mais uma vítima da DROGA.
Expulsar os filhos "problemáticos" de casa ou da escola é aumentar os desacertos familiares e sociais.
Se seu filho, seu aluno, está consumindo qualquer droga ou tiver algum tipo de problema, não faça escândalo; encare a verdade!
Contando com seu apoio e confiança, o jovem dará o primeiro passo para sua recuperação.
Procure ajuda e socorro para seu filho; em caso mais grave consulte o médico.
O dependente (popularmente chamado de viciado) é um doente e necessita de ajuda.

Os filhos precisam entender que se os pais exigem deles um certo tipo de comportamento, e até impõem certas restrições, é exatamente porque os amam e lhes querem bem, desejando protegê-los.




Como agir com o dependente químico



· Não o rejeite.
Entenda que ele é um doente.
· Não fuja do problema.
Conheça os fatos e procure orientação.
· Jamais o maltrate
Faça com que ele se sinta responsável pelos seus atos.
· Não tente apenas controlar o uso.
Concentre-se na necessidade de tratamento.
· Não censure, não faça sermões, não implore.
Relate-lhe as atitudes inapropriadas.
· Não o super proteja.
Comece a deixá-lo sofrer as conseqüências dos seus atos.
· Não o ameace.
Diga o que pretende e faça o que diz.
· Não esconda o fato de que está buscando ajuda.
Diga que está agindo nesse sentido.
· Não perca a calma.
Analise as possibilidades de ajuda.
Encoraje-o às atividades benéficas.
· Não cultive culpa e ansiedade.
Tente manter distância emocional.
· Não permita agressões.
Proteja-se.
· Não permita que o explore.
Aprenda que o amor não pode existir sem compaixão, disciplina e justiça.


Cirurgia Espiritual e Causas Espirituais das Doenças


CONSCIENTIZAÇÃO:

A conscientização do indivíduo sobre a causa da doença ajuda a acelerar o processo da cura, de forma mais consciente.

O microcosmo dentro deste laboratório corpóreo (corpo físico) tem condição de se organizar com a ajuda do mundo energético ou espiritual.

Este tratamento independe da fé, religião, crença ou filosofia de vida.

Durante o tratamento, é importante que o indivíduo, esteja aberto para as mudanças necessárias, é o investimento em si mesmo.

O homem é um grande laboratório plasmador, receptor, emanador das energias. As doenças são plasmadas inconscientemente, através do corpo emocional que é, dos corpos, o mais difícil de ser equilibrado.

A cobrança em todos os sentidos tem sido o veículo das somatizações gravadas pelas suas glândulas, dependendo de como o indivíduo recebe cada emoção. Consideramos o corpo físico como um aparelho que comporta uma carga xis de energia (pensamentos e sentimentos), quando esta carga é exagerada, a hipófise (glândula pituitária) transfere o excesso desta carga para os órgãos na tentativa de ajudar o corpo físico, a não ter choque fulminante, a glândula divide esta carga para os órgãos. Muitas vezes não suportam o excesso, eles se danificam gerando aparecimento de outras doenças.

Após a conscientização, os médicos espirituais utilizam o bastão de cristal para refazer, religar o corpo energético (corpo elétrico), auxiliando as células do corpo físico a se refazerem. Durante a cirurgia espiritual, há a utilização de aparelhos energéticos trazidos do mundo etéreo (outras dimensões). Não há cortes no corpo físico.

Conceito

Doença e saúde são conceitos singulares, pois se referem ao estado das pessoas, e não, como se costuma dizer de órgãos ou partes do corpo. O corpo nunca está só doente ou só saudável, visto que nele se expressam realmente as informações da consciência. O corpo nada faz por si mesmo; disto podem certificar-se todos, basta observarem um cadáver.

O corpo de um ser humano vivo deve seu funcionamento exatamente àquelas duas instâncias imaterial as que denominam consciência (alma) e vida (espírito). A consciência apresenta as informações que se manifestam no corpo e que se tornam visível. O mesmo vale dizer que, a consciência está para o corpo como um sinal de radio está para com um receptor.

Tudo que acontece no corpo de um ser vivo é a expressão do padrão correspondente na sua consciência. O pulsar do coração, a temperatura do corpo, as glândulas e os anticorpos são ritmados, mantidos, segregados e formados pelo padrão correspondente de informação, cuja origem é a própria consciência. Quando as varias funções corporais se desenvolvem em conjunto segundo uma determinada maneira, aparece um modelo que sentimos como harmonioso e que, por isso, recebe o nome de saúde. Se uma função falha.

Ela compromete a harmonia do todo e então falamos de doença. Frisamos que a doença é a perda relativa da harmonia, ou o questionamento de uma ordem até então equilibrada. A questão da perturbação da harmonia acontece unicamente a nível de consciência, que é a parte espiritual do ser, porquanto a mostra pura e simplesmente acontece no corpo. O corpo nada mais é do que a apresentação ou o âmbito de concretização da consciência e, consequentemente, também de todos os processos e modificações que nela ocorrem.

Podemos saber quando a consciência de uma pessoa esta desequilibrada, pelo fato da mesma tornar visível e palpável na forma de sintomas corporais o seu desequilíbrio. Por isso devemos afirmar que é o ser humano que esta doente e não o seu corpo. Considerando que este ser humano doente, simplesmente está se mostrando doente através dos sintomas que são os sinais visíveis e palpáveis no seu corpo físico, porem, fruto do desequilíbrio da consciência. (Quando uma tragédia é representada no palco, não é o palco que é trágico, mas a peça teatral!)

DOENÇA – âmbito da consciência.

SINTOMA-âmbito corporal.

Assim que um sintoma se manifesta no corpo de um ser humano, isto logo chama a atenção e interrompe muitas vezes a continuidade do caminho de vida até então vigente. O sintoma é uma necessidade da própria consciência, que o usa para chamar atenção sobre uma perturbação que está acontecendo em seu interior, motivado por um elemento irritante, que necessita ser localizado, resolvido e consequentemente eliminado, para que a consciência (Espirito) continue tendo sua trajetória plena de crescimento através das experiências vividas e bem desenvolvidas.

Naturalmente, nem toda perturbação chega a ser um elemento irritante, que precisa ser transferido para o corpo afim de merecer uma solução depurativa, chamada doença. Isso acontece quando o elemento irritante encontra-se entravando o perfeito entendimento da dual função do ser. Transformando-se em barreiras para o perfeito entendimento de outras fases e outros estímulos necessários para a continuidade do crescimento do ser.

A consciência sempre capta a falta de alguma coisa, pois se nada lhe faltasse, ela estaria sadia, ou seja, perfeita e íntegra. No entanto, quando algo falta à saúde, ela não está sadia, está doente.

Essa doença se manifesta no corpo como um sintoma. Então, o que se tem é a comprovação de que algo nos falta.

Falta consciência, e, portanto, tem-se um sintoma.

CURA:

A cura acontece através da incorporação daquilo que esta faltando e, portanto, ela não é possível sem uma expansão da consciência. Doença e cura são conceitos gêmeos que somente têm importância para a consciência e não se aplicam ao corpo, pois um corpo nunca pode estar doente ou saudável. Tudo o que o corpo pode fazer é refletir os estados correspondentes e as condições da própria consciência.

A doença não é uma perturbação essencial e, desta forma, um desagradável desvio do caminho; pelo contrário, a própria doença é o caminho pelo qual o ser humano pode seguir rumo à cura.

Quanto maior a consciência com que enfrentamos o caminho, tanto melhor se cumprirão seus objetivos. A intenção não é combater a doença e, sim, usá-la como fator motriz de crescimento e compreensão da nossa missão neste planeta de evolução que vivemos.

Quanto maior for nossa compreensão, nossa expansão de consciência, melhor será o nosso aproveitamento de todas as coisas que nos cercam.

A consciência divide e classifica tudo em pares de opostos que, quando somos forçados a encará-los, consideramos conflitantes. Eles nos obrigam a estabelecer uma diferença, nos forçam a decidir, a fazer uma escolha, que nem sempre estamos preparados para tal. Para melhor analisar, a nossa inteligência reparte a realidade em pedaços, cada vez menores, e força-nos a escolher entre eles o que nos convém ou prejudica.

Quanto maior a nossa ignorância ou desconhecimento da grande realidade, mais a inteligência fraciona os acontecimentos, tentando nos pequenos fragmentos, uma maior possibilidade de analise, de julgamento e de lógica. Distanciando-nos cada vez mais da unidade de percepção, por falta de elementos para o julgamento final do que nos convém.

Assim temos que dizer sim a um e, ao mesmo tempo, não a outro dos elementos que compõem a polaridade, pois os opostos se excluem como todos sabem. No entanto, a cada não, a cada exclusão reforçamos nossa não-totalidade, pois, para obtermos a totalidade, nada poderia faltar.

A unidade das polaridades significa a unidade plena, que se traduz em razão máxima do nosso ser.

A unidade total está na paz eterna; é o ser puro sem tempo, sem espaço, sem modificações e sem limites.

O estado de iluminação, de consciência cósmica ou consciência plena, só é atingido quando a pessoa transcende todos os limites, permitindo que a sua mente consciente e a mente inconsciente se fundam numa unidade. Porém, isso equivale à destruição completa do Eu, cuja autonomia depende da cisão inicial. É este o passo que, na terminologia cristã, é descrito da seguinte forma: “Eu (mente consciente) e meu Pai (mente inconsciente) somos um”.

Neste estado de consciência plena, é possível administrar todas as tempestades internas e externas da nossa vida. Passamos a Ter total controle sobre tudo e sobre todas as outras criaturas, cuja unidade ainda não se fazem presente.

Nesse estado de espírito é que se encontrava o Mestre Jesus, quando passou por este plano terreno, a nos ensinar a viver e a despertar nossa consciência cósmica.

Mais tarde, imitado por Paulo de Tarso, Francisco de Assis, Gandhi, Bezerra de Menezes, Madre Teresa de Calcutá, etc. Exatamente por esta característica de ampliação da consciência, é que conseguiram tantos feitos em relação a si próprios e aos outros como extensão natural. Ampliar a consciência significa diminuir suas duvidas, seus estados de desconhecimentos, seus medos e suas derivações.

Conhecendo a si próprio e ao mundo, de forma plena e total.

Todos os caminhos de cura ou superação nada mais são do que um único caminho que leva da polaridade à unidade.

Este caminho que tanto nos foi ensinado pelo Mestre dos Mestres, o Cristo, a direção da polaridade para a unidade.

Reduzindo o máximo possível, os ciscos, os ruídos, as mazelas e a ignorância. Por isso é comum escutar dizer que estes iluminados, acima citados, foram “Pontes”.

Pontes que uniram à polaridade da ignorância humana, a consciência plena, a consciência cósmica total.

Portanto, oração, prece, paciência, bondade, generosidade, humildade, entrega, tolerância, caridade e amor, são características de consciência plenamente desperta, de unidade perfeita e de perfeito entrosamento de Deus para com o homem, portanto do Criador com a criatura. Este é o caminho da cura.




O Carnaval na Visão Espírita



Os maus Espíritos se aproveitam, nos dias de carnaval, para extravasar em nós encarnados, todas as suas maldades, quando os nossos pensamentos e sentimentos se fixam mais nos prazeres da matéria. Uma vez caídos nas armadilhas, passamos a ser guiados pelas forças malignas e a comprovação disso tudo, encontramos na realidade das estatísticas policiais e hospitalares, pelo numero cada vez crescente das ocorrências policiais, hospitalares e de óbitos, no período carnavalesco. Tudo depende do nosso pensamento e dos nossos sentimentos. Se eles forem bons atrairemos boas companhias, mas se forem maus, atrairemos maus Espíritos.



As festas carnavalescas, com facilidade, fazem explodir tensões e ansiedades refreadas, liberando complexos e recalques intensamente reprimidos nos dias comuns.
Interesses puramente materiais absorvem as atenções de multidões, brigas e contrariedades se multiplicam, a invigilância, a intolerância e a falta amor fraterno geram os excessos que respondem por males que vitimam milhares de lares.
Como a misericórdia divina é infinita, o socorro sempre desce do alto. No campo espiritual, grandes Prontos Socorros de emergência são montados em locais estratégicos, acima das grandes cidades, onde o carnaval “fervilha”, para o atendimento fraterno dos vitimados de tais armadilhas e que se acidentam e falecem nos dias de carnaval, drasticamente, através de lutas, acidentes, assassinatos e suicídios.


Cabe a cada um de nós avaliarmos o que queremos, nos comportando de acordo e suportando com responsabilidade as consequências de nossas escolhas. De maneira geral, independente de carnaval ou não, devemos sempre nos vigiar e buscar manter o equilibrio






domingo, 8 de fevereiro de 2015

Oração no Lar



A transformação do lar em célula viva do Cristianismo operante constitui labor impostergável. 
Por mais valiosas se façam as conquistas externas na atividade quotidiana, com vistas ao progresso e à felicidade, se tais aquisições não encontrarem fundações de segurança no reduto doméstico far-se-ão edificações em constante perigo.
 Isto, porque, o lar é a matriz geradora da comunidade ditosa, sobre o qual repousam os sustentáculos das nacionalidades progressistas. 
Os distúrbios internos em qualquer máquina de serviço provocam prejuízo na rentabilidade, quando não se dá a paralisação do trabalho com danos imprevisíveis. 
A família é o fulcro da maior importância para o homem. 
Não obstante os complexos mecanismos da reencarnação, os fatores criminógenos ou os estímulos honoráveis encontram no núcleo familiar as condições fomentadoras para o eclodir das paixões insanas como o das sublimes. 
Obviamente, neste capítulo, de quando em quando surgem exceções, como atestando que o diamante valioso, apesar de tombado na lama, fulgura, precioso, ou a pedra bruta embora o engaste nobre e o estojo especial, de forma alguma adquire valor.
 Num lar lucilado pela oração em conjunto onde, a par do exemplo salutar dos cônjuges, a palavra do Senhor recebe consideração e apontamentos superiores, ao menos periodicamente, os dramas passionais, as ocorréncias infelizes, os temores e as discórdias cedem lugar à compreensão fraternal, à caridade recíproca, à paciência, ao amor. 
Ali se caldeiam os complexos fenômenos da evolução e se resolvem em clima de entendimento os problemas urgentes que dizem respeito à recuperação de cada um. 
Não apenas se ajustam e se sustentam afetivamente os nubentes como se reorganizam os programas iluminativos, retemperando-se ânimo e ideais à inspiração do Cristo sempre presente. 
* Companheiros sinceros queixam-se quanto aos da nos promovidos pelos modernos veículos de comunicação de massas.  
Diversos expositores do verbo espírita invectivam contra as permissividades hodiernas.
 Mentes lúcidas, considerando a áspera colheita de espinhos da atualidade, reagem com emoção através da palavra falada ou escrita. 
Muitos oferecem programas complexos de ação, talvez impraticável, debatem, acusam, vociferam. 
Mas pouco fazem realmente. O trabalho do bem é paulatino e a reforma moral, para ser autêntica, será sempre individual, bem laborada, sacrificial.
 As técnicas ajudam, todavia, só a persuasão honesta, mediante a qual o homem se conscientiza das necessidades reais, consegue lograr libertá-lo dos compromissos inditosos, engajando-o nas disposições restauradoras.
 De pouca monta o esforço para ajudar a renovação do próximo, se não ensinar fixado ao exemplo da própria modificação íntima para melhor. 
11 O exercício evangélico na família à pouco e pouco, em clima de cordialidade e simpatia, consegue neutralizar a má propaganda, as investidas violentas do crime de todo porte que se insinuam e irrompem dominadoras. 
* Ao realizares o Culto Evangélico do lar não te excedas em tempo, a fim de serem evitados a monotonia e o desinteresse.
 Não o imponhas aos que te não compartem as idéias ou preterem, por enquanto, outros rumos. 
Tenta a argumentação honesta e branda, convinente e autêntica. Insiste junto aos filhinhos para que comunguem contigo do pão do espírito, conforme de ti recebem o pão do corpo.
 Faze, porém, a tua parte. Se sentires a tentação do desânimo, a amargura ia decepção, recorda-te do otimismo dos primeiros cristãos e não desfaleças.
 Orando em conjunto, recomendavam os invigilantes, os perturbadores e inditosos ao Senhor, haurindo forças na comunhão fraterna para os testemunhos com que ensementaram na Humanidade as excelências da Boa Nova, que ora te alcança o espírito sem as agruras da perseguição externa e das dolorosas injunções da impiedade humana. Acende o sol do Evangelho em casa, reúne-te com os teus para orar e jamais triunfarão trevas em teu lar, em tua família, em teu coração.

Divaldo Pereira Franco
 DITADO PELO ESPÍRITO JOANA DE ÂNGELIS 

Decisão na Verdade


DECISÃO NA VERDADE ...

“Havendo eu sido cego, agora vejo.” - (João: capítulo 9º, versículo 25) 

O jovem padecia de cegueira desde o nascimento. Jamais conhecera a luz. Sua vida se encontrava povoada de trevas, em cujos meandros tateava com aflição. Jesus abriu-lhe os olhos, concedendo-lhe a diamantina claridade da visão. Inundado pela luz externa que o fascinou, enriqueceu-se de gratidão por aquele que o libertou. Instado à informação do fato, deu-a inciso, conciso num eloqüente testemunho de júbilo. Não acreditado pelos que o cercavam e o inquiriam, reafirmou a ocorrência, asseverando haver sido ele o antigo cego, face à dúvida que o cercava. Convidado a opinar sobre quem o beneficiara, fez-se conclusivo: "Ë profeta!" Intimado a injuriar e desmerecer o desconhecido benfeitor, a ingratidão de muitos que logo olvidam o socorro recebido, permitindo-se a dúvida, ao lado da subserviência aos transitórios triunfadores, foi explícito: - "Se é pecador, não sei; uma coisa eu sei: havendo eu sido cego, agora vejo". Não lhe importava quem ele era e sim o que lhe fizera. * Defrontam-se no ensino evangélico as duas conjunturas habituais: luz e treva. Enfrentam-se as duas situações: verdade e mentira. Duela a suspeita com a convicção. Teima a pusilanimidade contra o sentimento leal. Insiste o despeito, agredindo a nobreza. O fato, porém, triunfa. O bem relevante sobrenada entre as águas turvas do mal enganoso. Nada importava ao jovem, agora vidente. O essencial era que se encontrava a ver. Nem assim, diante das evidências, cessava a hostilidade contra o "Filho de Deus". O cipoal das paixões humanas, através das habilidades da astúcia, abriam-se em ardis infelizes, tentando apanhar o incomparável Amigo dos sofredores. Hoje, no entanto, ainda é assim. Tropeçam e atropelam-se os cegos do corpo com os do espírito. Os últimos são piores do que os primeiros porque se negam a ver, preferindo a urdidura da infâmia e da perversidade nas quais se distraem e anestesiam a razão. * 13 Cuida-te contra a cegueira imposta pelos preconceitos, pelo orgulho, pelos descalabros de todo porte. Já fizeste o teu encontro com Jesus. Agora vês. Beneficia-te da claridade a fim de progredires. Não mais acondiciones trevas morais nas antigas sombras dominadoras das paisagens íntimas. Sai na direção do dia de sol para servir. Caminha no rumo da luz e referta-te de claridades divinas, difundindo a esperança e a alegria. Confessa o teu Amigo Sublime perante todos e segue, intimorato, ajudando em nome d'Ele os que ainda se debatem na escuridão donde saíste e que anseiam, também, pela bênção da visão a fim de enxergar.

Divaldo Pereira Franco 
DITADO PELO ESPÍRITO JOANA DE ÂNGELIS 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Amor Incondicional


1. AMOR INCONDICIONAL
2. AMOR INCONDICIONAL......A Lei é o Amor!E o que significa este Amor Incondicional? É ocaminhar na vida levando compaixão,compreensão, perdão, tolerância, desapego...dar valor ao que realmente tem valor, é nãoficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos,situações emocionais; é relevar comcompaixão as mágoas, as injustiças, asdecepções vividas no nosso cotidiano... écompreender que tudo isto é muito pequenocomparado com a grandeza da alma, com agrandeza da vida.
3. a certeza de que tudo na Terraé ilusório, passaÉ geiro,transitório... é só uma pequenaviagem.
4. "Tua vida pode converter-se nummanancial de bênçãos para os outros epara tua alma, se te aplicares, em verdade,ao Mestre do Amor. Lembra-te de que nãoés tu quem espera pela Divina Luz. É aDivina Luz, força do Céu ao teu lado, quepermanece esperando por ti.“EMMANUEL Caminho, Verdade e Vida Fonte Viva
5. O amor incondicional é oobjetivo a ser alcançado pelahumanidade.O perdão é o maior sentimentoque envolve esta reforma. Poiscom o perdão de vossas faltase dos vossos irmãos, podereis,sim, estar em condições deauxiliar na reforma do planetaterra.
6. As vezes nos queixamos porcoisas tão bobas einsignificantes, e a genteesquece de agradecer tudo o queDEUS nos deu…um corpo sadio,saúde perfeita, filhos perfeitos,um marido ou uma esposa quecaminhe ao nosso lado.
7. "Amai os vossos inimigos; fazei o bemàqueles que vos odeiam e orai por aquelesque vos perseguem e que vosc aluniam; porque se não amais senãoaqueles que vos amam, que rec ompensac om isso tereis? Os public anos não ofazem o também? E se vós não saudardessenão vossos irmãos, que fazeis nisso aisque os outros? Os Pagãos nãoo fazem também? Sede pois, vós outros,perfeitos, c omo vosso pai c elestial éperfeito". (Mateus, 5, 44, 46 a 48)
8. O amorincondicional éaquele que doa omelhor de si,mesmo que estejarecebendo o piorde alguém, porqueele não dependede ser querido,nem de ser aceitoe não esmorece sefor ignorado.
9. Convido vocês a fazerem um Jogo de Faz de Conta:- Vivenciem um dia inteiro fazendo de conta que sabem amar incondicionalmente.- Sejam pacientes e tolerantes.- Relevem as pequenas mágoas, os pequenos ressentimentos.- Olhem nos olhos do outro.- Exercitem a solidariedade, a compaixão, o companheirismo.- Evitem a autocrítica negativa e a crítica ao outro.- Priorizem atividades que visem ajudar o próximo.- Se permitam ter tempo para si mesmo e para o outro.- Façam de conta que estão perdoando a si mesmo, a tudo e a todos.- Façam de conta que vocês se amam e se respeitam e que também amam e respeitam o outro.- Imaginem que amam a humanidade além dos interesses do ego.- Sorriam, sejam gentis e atenciosos.- Expressem através da palavra e dos gestos calma, alegria,esperança e carinho.





História de um homem que teve que escolher entre a vida do filho e a de centenas de pessoas dentro de um trem..o filme representa o amor incomparável de Deus por nós. Como ter a consciência de que estamos tomando a decisão certa? Qual Decisão você tomaria? Excelente vídeo para reflexão. Paz e Luz para todos.

Perdoar - Joanna de Ângelis



Perdoar

Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.

Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.
Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.
Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.
O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.
O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.

Todo agressor sofre em si mesmo. É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.

Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.

Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.
O que te é Inusitado, nele é habitual.
Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!

A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.
O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.
A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.
E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.

Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!

Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.

"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". Mateus: 18-22.
"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Item 4.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Florações Evangélicas

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O homem sem sorte



Era uma vez um homem que se achava o mais sem sorte do mundo e, num sonho, viu que a única solução era procurar o Criador no fim do mundo. Saiu, então, correndo à procura do Criador.


Ao passar pela floresta, ouviu o grunhido de um lobo doente e enfraquecido, que estava caído e lhe pedia ajuda.
- Agora não posso, pois tenho uma longa jornada até o fim do mundo, aonde vou me encontrar com o Criador - respondeu o homem apressadamente.


O pobre lobo pediu então que ele falasse com o Criador e lhe pedisse a sua cura. O homem se comprometeu e continuando a correr, tropeçou na raiz exposta de uma grande e velha árvore, já quase sem folhas, que lhe disse:
- Meu nobre senhor, me ajude, estou morrendo, enfraquecida. Por favor, jogue um pouco de terra sobre minhas raízes expostas!


O homem respondeu:
- Infelizmente agora, não posso, pois estou indo encontrar o Criador que fica no fim do mundo.
- Peça, então, ao Criador por mim. Diga-lhe como estou e como posso me curar desse sofrimento.


O homem virou as costas e depois de muito correr, chegou a um vale muito florido, com flores de todas as cores e perfumes. Mas ele não reparou. Chegou até uma casa e na frente da casa estava uma jovem muito bonita que o convidou a entrar.


Eles conversaram longamente e de repente se levantou dizendo que não podia perder tempo e quando já estava saindo ela lhe pediu um favor:
- Você que vai procurar o Criador, podia perguntar uma coisa para mim? É que de vez em quando sinto um vazio no peito, que não tem motivo nem explicação. Gostaria de saber o que é e o que posso fazer por isto.


O homem prometeu que perguntaria e, depois de muito caminhar, chegou finalmente ao fim do mundo. Sentou-se e ficou esperando até que ouviu a voz do Criador chamando-o.


O homem falou-lhe então sobre a sua triste vida e sua imensa falta de sorte e o Criador lhe disse:
- Sua sorte está há muito tempo no mundo. Basta ficar atento que você vai encontrá-la.


Quando já estava indo embora, o Criador lhe perguntou:
- Você não tem que levar uma resposta para uma árvore, para um lobo e para uma jovem?
- Tem razão, Senhor.


Depois de escutar o que o Criador tinha para lhe dizer, correu mais rápido que o vento até que chegou à casa da jovem que, ao vê-lo passar, chamou:
- Ei! Você conseguiu encontrar o Criador?
- Sim! Claro! O Criador disse que minha sorte está há muito tempo no mundo. Só preciso ficar atento!
- E quanto a mim, você teve a chance de fazer a minha pergunta?
- Ah! O Criador disse que, o que você sente, é solidão. Assim que encontrar um companheiro vai ser completamente feliz, e mais feliz ainda vai ser o seu companheiro.


A jovem então abriu um sorriso e perguntou ao homem se ele queria ser este companheiro.
- Claro que não. Já trouxe a sua resposta. Não posso ficar aqui perdendo tempo com você, pois tenho que encontrar minha sorte. Adeus!


Virando as costas, correu até a floresta onde estava a árvore. Ela perguntou se trazia a resposta do Criador, e o homem respondeu:
- Tenho muita pressa e vou ser breve, pois estou indo em busca de minha sorte. O Criador disse que você tem embaixo de suas raízes uma caixa de ferro cheia de moedas de ouro. O ferro desta caixa está corroendo suas raízes. Se você cavar e tirar este tesouro daí, vai terminar todo o seu sofrimento e você poderá virar uma árvore saudável novamente.
- Por favor! Faça isso por mim! Você pode ficar com o tesouro. Ele não serve para mim. Eu só quero de novo minha força e energia.


O homem respondeu furioso:
- Já lhe trouxe a resposta. Agora resolva o seu problema. Preciso procurar a minha sorte e eu não posso perder tempo aqui conversando com você, muito menos sujando minhas mãos na terra.


Virando as costas, atravessou a floresta mais rápido do que antes, e chegou aonde estava o lobo, mais magro ainda e mais fraco. O homem falou-lhe apressadamente:
- O Criador mandou lhe falar que você não está doente. O que você tem é fome. Está morrendo de inanição, e como não tem mais forças para sair e caçar, vai morrer aí mesmo. A não ser que passe por aqui uma criatura bastante estúpida, e você consiga devorá-la.


Nesse momento, os olhos do lobo se encheram de um brilho estranho e, reunindo o restante de suas forças, deu um salto e devorou o homem 'sem sorte'...


***
Autor Desconhecido

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