No Reino da Palavra...

- Não grite.
Não permita que o seu modo de falar se
transforme em agressão.

- Conserve a calma.
Ao falar, evite comentários ou imagens
contrárias ao bem.

- Evite a maledicência.
Trazer assuntos infelizes à conversação,
lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar
a poeira de caminhos já superados,
complicando paisagens alheias.

- Abstenha-se de todo adjetivo desagradável
para pessoas, coisas e circunstâncias.
Atacar alguém será destruir hoje o nosso
provável benfeitor de amanhã.

- Use a imaginação sem excesso.
Não exageres sintomas ou deficiências
com os fracos ou doentes, porque isso viria
fazê-los mais doentes e mais fracos.

- Responda serenamente em toda questão difícil.
Na base da esperança e bondade,
não existe quem não possa ajudar conversando.

- Guarde uma frase sorridente e amiga para
toda situação inevitável.
Da mente aos lábios, temos um trajeto
controlável para as nossas manifestações.

- Fuja a comparações, a fim de que seu
verbo não venha a ferir.
Por isso, tão logo a idéia negativa nos alcance
a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento
pode ser substituído, de imediato, no silêncio
do espírito, mas a palavra solta é sempre um
instrumento ativo em circulação.

Recorde que Jesus legou o Evangelho,
exemplificando, mas conversando também.
ANDRÉ LUIZ



Distribui sorrisos e palavras de amor aos irmãos algemados a
rudes provas como se os visses falando por teus lábios, e
atravessarás os dias de tristeza ou de angústia com a luz da
esperança no coração, caminhando, em rumo certo, para o
reencontro feliz com todos eles, nas bênçãos de Jesus, em plena
imortalidade.

(Emmanuel).

domingo, 25 de agosto de 2013

Céu, Inferno, Purgatório e Paraíso Perdido



1. C É U

· DEFINIÇÃO: espaço ilimitado e indefinido onde se movem os astros; espaço acima de nossas cabeças. Vem do latim coelum, formada do grego coilos, côncavo, porque o céu parece uma imensa concavidade.

· SEGUNDO A RELIGIÃO: região para onde, de acordo com as crenças religiosas, vão as almas dos justos. (lugar circunscrito).

· SEGUNDO O ESPIRITISMO: a palavra céu indica o espaço universal; são os planetas, as estrelas e todos os mundos superiores em que os Espíritos gozam de todas as suas faculdades, sem as tribulações da vida material nem as angústias inerentes à inferioridade.

· SEGUNDO A CIÊNCIA: a idéia que fazemos do Céu é fruto da concepção grega e babilônica (imutável, calmo, vida eterna). Copérnico, no Século XVI, quebra a tradição milenar e coloca o Sol no centro do Universo. Com isto a Terra entrou no Céu. Mais tarde, Galileu, com a descoberta do telescópio, corrobora tal afirmação. A Ciência parecia ir contra a Bíblia; mas a Bíblia ensina como ir ao Céu, não como ele foi feito.

2. I N F E R N O

· CONCEITO PAGÃO: o conhecimento do Inferno pagão nos é fornecido quase exclusivamente pela narrativa dos poetas. Citam-se Homero, Virgílio e Dante Alighiere. Dante Alighiere, por exemplo, na sua "Divina Comédia" descreve os aspectos lúgubres dos lugares, preocupando-se em realçar o gênero de sofrimento dos culpados.(1) cap. IV

· NA MITOLOGIA: lugar subterrâneo, onde estão as almas dos mortos.

· SEGUNDO O CRISTIANISMO: lugar ou situação pessoal em que se encontram os que morreram em estado de pecado. O Inferno perpetuado pela religião cristã dogmática foi elevado a um lugar de maiores suplícios do que aquele dos pagãos (caldeiras ferventes, tonéis de óleo, rochedo em brasa etc.).(1) cap. IV

· PARA O ESPIRITISMO: Céu e Inferno são figuras de linguagem e não lugares circunscritos. O Inferno não é lugar materializado (fogo, tridentes etc.), mas “uma vida de provas extremamente penosas” (revezes, doenças, dificuldades etc.), com a incerteza de melhoria.(2) perg. 1014a

3. P U R G A T Ó R I O

· PROVENIENTE DE PURGAR: tornar puro, purificar, limpar.

· PARA O CRISTIANISMO: lugar de purificação das almas dos justos, antes de admitidos na bem-aventurança. P. ext. qualquer lugar onde se sofre por algum tempo. O Evangelho não faz menção alguma do purgatório, que só foi admitido pela Igreja no ano de 593, como dogma: era o lugar menos doloroso para as almas, bastando preces ditas ou encomendadas (orações pagas), para que o interessado não fosse ao fogo, mas ao Céu. Isto deu origem à venda de indulgência, ou seja, a remissão do pecado pelo pagamento de uma determinada quantia em dinheiro. (1) cap. V

· SEGUNDO O ESPIRITISMO: entende-se como sofrimento físico e moral. É o tempo de expiação. Na Terra, como encarnado, o homem expia suas faltas, submetendo-se às provas e fazendo suas reparações. Não é, portanto, um lugar definido, fora da vida encarnada, mas o estado dos Espíritos imperfeitos que estão em busca do aperfeiçoamento moral e intelectual. (2) perg. 1013

4. D O U T R I N A D A S P E N A S E T E R N A S

· SEGUNDO O CRISTIANISMO: conseqüência da concepção do Inferno material. Principal argumento invocado a seu favor: "é doutrina sancionada entre os homens que a gravidade da ofensa é proporcionada à qualidade do ofendido. O crime de lesa-majestade, por exemplo, o atentado à pessoa de um soberano, sendo considerado mais grave do que o fora em relação a qualquer súdito, é, por isso mesmo, mais severamente punido. E sendo Deus muito mais que um soberano, pois é Infinito, deve ser infinita a ofensa a Ele, como infinito o respectivo castigo, isto é, eterno". (1) cap. VI item 10

· SEGUNDO O ESPIRITISMO: o prazo da expiação está subordinado ao melhoramento do culpado. Dos trinta e três itens do código da vida futura segundo o Espiritismo, resumem-se em: arrependimento,expiação e reparação, ou seja, apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. (1) cap. VII, pág. 93

5. P E C A D O O R I G I N A L

· SEGUNDO O CRISTIANISMO: Deus criou Adão e Eva que teriam ofendido a Deus por quererem assemelhar-se-lhe. É o pecado original, uma ofensa proporcional à grandeza do ofendido. Infinita, portanto. Por isso merecem castigo que se estendeu a toda sua descendência. Mas, infinitamente misericordioso que Ele é, Deus, na pessoa do Filho, Jesus, fez-se homem a fim de sofrer ele próprio a dor do resgate e, com isto, redimir a humanidade e proporcionar-lhe a salvação. Confunde-se Jesus com Deus. Cria-se, também, o ritual do batismo. (3) pág. 33

· SEGUNDO O ESPIRITISMO: para o Espiritismo o pecado original não existe. Contudo, a respeito dobatismo, o Espírito Emmanuel, na pergunta 298 do livro O Consolador, comenta que o espiritista deve entender o batismo como o apelo do seu coração ao Pai de misericórdia para a cristianização dos filhos , no apostolado do trabalho e da dedicação.

6. P E R D A D O P A R A í S O

· RELATO BÍBLICO: Adão e Eva comem o fruto proibido, em virtude da tentação de Eva, pela serpente. São expulsos do paraíso.

· SEGUNDO O ESPIRITISMO: o paraíso terrestre, cujos vestígios tem sido inutilmente procurados na Terra, era, por conseguinte, a figura dum mundo ditoso, onde vivera Adão, ou, antes, a raça dos Espíritos que ele personifica. Para o Espiritismo os anjos decaídos e a perda do paraíso estão presos à progressão dos mundos. Os mundos progridem, fisicamente, pela elaboração da matéria e, moralmente, pela purificação dos Espíritos que os habitam. Logo que um mundo tem chegado a um de seus períodos de transformação, a fim de ascender na hierarquia dos mundos, operam-se mutações na sua população encarnada e desencarnada. É quando se dão as grandes emigrações e imigrações. (4) item 43

7. S I S T E M A D E C A P E L A

· CAPELA: uma grande estrela da Constelação de Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela. Sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra. Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente. Há muitos milênios, um dos orbes de Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. Alguns Espíritos que não acompanharam essa evolução, foram, sob a anuência de Jesus, recambiados para o nosso Planeta, dando origem às RAÇAS ADÂMICAS.

8. A S R A Ç A S A D Â M I C A S

· GRUPO DOS ARIAS: dele descende a maioria dos povos brancos da família indo-européia.

· CIVILIZAÇÃO DO EGITO: foram os que mais se destacaram na prática do Bem e no culto da Verdade.

· POVO DE ISRAEL: a raça mais forte e mais homogênea, mostrando inalterados os seus caracteres através de todas as mutações.

· CASTAS DA ÍNDIA: foram os primeiros a formar os pródomos de uma sociedade organizada, cujos núcleos representariam a grande percentagem de ascendentes das coletividades do porvir. (5) cap. III

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

(1) KARDEC, A. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. 22.ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.
(2) KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. São Paulo, FEESP, 1972.
(3) CURTI, R. Cristianismo (de Jesus a Kardec). São Paulo, FEESP.
(4) KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17.ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.
(5) XAVIER, F. C. A Caminho da Luz (História da Civilização à Luz do Espiritismo). Rio de Janeiro, FEB, 1972.

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho





1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é captar a influência do plano espiritual nos processos decisórios de política econômica, principalmente aquela que nos foge da mente quando estudamos a História Econômica do Brasil só pelo aspecto material. Então, procuramos dar como conhecida a história material e tentamos visualizar, resumidamente, a interrelação dos dois planos da vida, valendo-nos das citações de ordem material somente para uma melhor compreensão da linha mestra que se formou desde o descobrimento do Brasil até os nossos dias.

2. BRASIL, A NOVA PÁTRIA DO EVANGELHO

Por volta do último quartel do século catorze, Jesus dispôs-se a visitar o planeta Terra, a fim de verificar o processo realizado pela sua doutrina de amor. Após observar que o mundo político, econômico e social do ocidente estava conturbado pelo egoísmo, orgulho e vaidade dos habitantes das grandes potências européias, Jesus, juntamente com Helil, traçam um novo roteiro para o desenvolvimento espiritual dos terráqueos. Para isso, Helil deveria reencarnar em Portugal e direcionar o povo português às conquistas marítimas, com o objetivo de descobrir as terras-virgens da América.

Encarnado no período 1394-1460, como o heróico infante de Sagres, operou a renovação das energias portuguesas, expandindo as suas possibilidades realizadoras para além mar, criando as condições necessárias para o futuro descobrimento da "Pátria do Evangelho", que aconteceu em 1500, por Pedro Álvares Cabral.

Helil, depois do seu desencarne, continuou a luta pela causa do Evangelho. Sua influência espiritual junto a D. Duarte e D. Afonso V não fora marcada pelo êxito, porém, com relação a D. João II, consegue que diversas expedições sejam organizadas e enviadas ao mar.

A grande expedição de Cabral deixou Portugal no dia sete de março de 1500. Em alto mar, as noites do grande expedicionário são povoadas de sonhos sobrenaturais e, insensivelmente, as caravelas inquietas cedem ao impulso de uma orientação imperceptível, desviando os caminhos das Índias para o coração geográfico do Brasil.

Compreendemos, também, que enquanto outros países se fragmentavam o fato do Brasil permanecer com o coração geográfico completo é porque havia realmente a preocupação de Jesus em arrebanhar toda a população, que deveria estar envolta com o lema: "Deus, Cristo e Caridade". (Xavier, 1977, cap. I e II)

3. ORIGENS ESPIRITUAIS DO POVO BRASILEIRO

Para uma compreensão mais ampla da formação espiritual do povo brasileiro, devemos lembrar que os séculos quinze e dezesseis foram marcados pela influência do "capitalismo comercial", que impulsionou as grandes potências européias ao mar, a fim de colonizar a nova terra. O Brasil, recebe assim, imigrantes das várias regiões do mundo.

Dentro desse quadro, Jesus entregava o comando do Brasil a Ismael, cuja missão era reunir os sedentos de justiça divina (degregados), os simples de coração (índios), os humildes e aflitos (escravos) sob a influência dos missionários para que o alicerce espiritual fosse edificado sobre a rocha firma, de modo que com o passar dos anos não houvesse fragmentação. (Xavier, 1977, cap. III)

4. HOLANDESES, FRANCESES E ESPANHÓIS
Para que pudéssemos ter essa formação mesclada deveríamos aceitar as várias influências das grandes companhias de comércio, cujas sedes se localizavam na Europa, principalmente em França, Holanda e Inglaterra.

Primeiramente vieram os franceses, que encantados com a beleza da Bahia de Guanabara, estabeleceram aí a sua feitoria, onde Villegaignon, com sua mentalidade religiosa e honesta, capta a confiança dos indígenas por três anos, pois em 1558 são expulsos por Mem de Sá.

De 1580 a 1640 recebemos a influência indireta da Espanha, porque como sabemos Portugal ficou sob a direção deste país, desestimulando a colonização das terras brasileiras.

Em 1624, a pretexto da guerra com a Espanha, os holandeses invadem o Brasil, originando cenas dolorosas, porém não organizadas pelas falanges do mundo invisível.

Em 1637, entregava em Pernambuco o General holandês João Maurício, príncipe de Nassau, cuja estada no Brasil fora preparada no plano espiritual com a intenção de desenvolver os germes do amor, respeito, tolerância e liberdade. Assim, os escravos tornam-se livres à sombra de sua bandeira, os índios encontram, no seu coração, o apoio de um nobre e leal amigo e todos obtém um novo clarão de justiça no caminho a seguir.

Em 1661, os holandeses deixam o Brasil sem lutas cruéis, mas ficou a semente da gratidão e do amor por um dos abnegados servidores do Cristo. (Xavier, 1977, cap. VIII)

5. A PROCURA DO OURO

Sabemos da história econômica que a razão básica da manutenção do domínio político português nas terras brasileiras era a possibilidade de descobrir imensos tesouros de metais preciosos. No plano espiritual, essa missão de expandir o espaço conquistado foi entregue a Fernão Dias Paes, que antes de reencarnar fora consolado por Ismael acerca da causa sinistra do ouro, recebendo instruções de que a procura desse metal seria um fator de desenvolvimento econômico, porque edificar-se-iam cidades e fomentar-se-iam a pecuária e a agricultura.

A missão seria árdua e exigiria o máximo de disciplina e para exemplificá-la viu-se na contingência de enforcar o próprio filho, quando esteve encarnado.

Paralelamente às bandeiras, outros movimentos realizavam-se na busca desse metal, criando um clima de ilusões, ambição e comentários acerca da riqueza, que levava os indivíduos à guerra, às revoluções e às emboscadas tendo como resultado a aflição, o sofrimento e a morte, inclusive com a possibilidade de despovoamento de Portugal. Citamos, como exemplo, a guerra das Emboabas, a Guerra dos Mascates.

Ao mesmo tempo que no plano material estávamos envoltos com um pequeno derramamento de sangue, no plano espiritual, os agentes invisíveis estavam amparando-nos e podemos perceber claramente pelo Tratado de Methuen que, o Brasil, ao transferir a posse do ouro à Inglaterra, vetava as investidas das grandes potências européias que cobiçavam nossas riquezas. (Xavier, 1977, cap. X)

6. PRENÚNCIO DA LIBERDADE

Os preparativos da Revolução Francesa, isto é, as discussões a respeito da liberdade influenciaram sobremaneira a classe dos poucos intelectuais brasileiros, que observando a ganância pelo ouro por parte dos padres — para aumentar o luxo das igrejas, dos magistrados — para aumentar suas fortunas que levariam a Portugal e do fisco — para incrementar a receita de Portugal, resolvem por em prática esses ideais políticos e econômicos.

Dos vários encontros realizados para tal finalidade, escolheu-se a personalidade de Tiradentes para ser o líder do movimento. Os desejos de liberdade foram vetados por autoridades portuguesas tão logo ficaram sabendo do ocorrido, mandando imediatamente extinguir a figura que se sobressaia nas ditas articulações. A morte de Tiradentes do ponto de vista espiritual representava o resgate de delitos cruéis do passado, quando inquisidor da Igreja.

Os estudos e discussões acerca de nossa doutrina mostra-nos que o acaso não existe e que os fatos se sucedem no devido tempo. Assim, verificamos que os intelectuais brasileiros quanto os da França foram precipitados com as reivindicações de liberdade, contrariando a vontade de Deus, o qual prefere que cada qual vença a si mesmo e seja avessos à guerra e à Revolução. Percebemos, mais uma vez, a mão protetora de Ismael, pois enquanto em França assistíamos à perda de muitas vidas, no Brasil tivemos apenas um enforcamento. (Xavier, 1977, cap. XIV)

7. A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

A conseqüência da Revolução Francesa, para nós, foi a vinda da família real ao Brasil, que seria o estopim inicial de nossa emancipação política, porque D. João VI estando no Brasil começou a tomar resoluções políticas que iriam criar condições de desenvolvimento econômico.

Primeiramente, abrem-se os portos para a livre concorrência com a Inglaterra e, posteriormente, para as nações amigas. Em segundo lugar, declaram-se livres as indústrias nacionais. Mesmo com grande parte da corte colada ao orçamento da despesa, o Brasil caminhava para o alto destino que o eterno lhe assinalara.

D. João VI estava envolto com a mãe demente, esposa desleal, filho perdulário, excesso de despesas administrativas, revolução constitucionalista de Portugal e problemas pessoais de alta responsabilidade, quando teve de voltar a sua Pátria natal, deixando D. Pedro I, como príncipe-regente, o qual deveria cumprir a constituição da junta Revolucionária de Lisboa.

O plano espiritual presidindo a todos os acontecimentos instrui-nos que o problema da liberdade é delicado, sendo preciso formar os Espíritos antes das obras, pois todos os direitos adquiridos exigem responsabilidade e nem sempre estamos aptos a enfrentá-los. Expõe-nos, também, que D. Pedro não era a pessoa indicada para o processo de libertação do povo brasileiro, mas ele encarnava o princípio da autoridade e caberiam ao próprio plano espiritual — povoar suas noites de sonho, a fim de colocá-lo em condições de assumir atitudes corretas e justas segundo a vontade de Deus.

D. Pedro atendendo à frase de seu pai, quando deixou o Brasil. "Pedro, se o BRASIL se separar de Portugal, antes seja para ti, que me respeitarás, do que para alguns desses aventureiros". — resolve iniciar a separação dos dois países, sem prever que Avilez, representante de Portugal tencionava criar barreiras a esse intento. Durante esse período negro vemos a presença de Ismael manipulando as preces e as vibrações das mães sofredoras e concentrando-as na mente e coração de Avilez, deixando o caminho livre a D. Pedro para a consolidação da liberdade.

A presença de Ismael, dos abnegados cooperadores do plano espiritual e principalmente, da figura de Tiradentes, em espírito, acompanhavam através de viagens e contatos com diversos líderes políticos em várias regiões do país, culminando com a famosa frase: "INDEPENDÊNCIA OU MORTE", a sete de setembro de mil oitocentos e vinte e dois. (Xavier, 1977, cap. XVI a XVIII)



8. MAIORIDADE POLÍTICA BRASILEIRA (I)



O aumento das responsabilidades brasileiras deveria ser provido por alma nobre e valorosa. O plano espiritual estava atento e começou a dialogar com Longinus, a fim de cientificá-lo da grande missão que os mensageiros de Ismael estavam lhe propondo e se saísse vencedor não precisaria retornar neste planeta de expiação e provas. Reencarnaria, assim como D. Pedro II e se incumbiria de polarizar as atenções do povo a sua pessoa no que dizia respeito aos exemplos e virtudes, renúncia e sacrifícios abnegação e desprendimento.

Enquanto no outro plano da vida estes assuntos eram ventilados, aqui, D. Pedro I, depois de consolidada a Independência, tratava de dar continuidade ao processo de liberdade da Pátria do Evangelho, sempre assessorado pelas falanges de Ismael, que aproveitavam o minuto psicológico para auxiliá-lo nesta consolidação. Apesar de lutar pelos interesses do Brasil foi acusado injustamente de proteger os de Portugal, e por esta razão, inspirado pelos agentes do invisível, abdica na pessoa do filho, a sete de abril de mil oitocentos e trinta e um.

Após a abdicação de D. Pedro I o país sob o comando dos regentes interinos atravessou momentos de crise, notando-se o desenrolar da guerra civil ao Norte e o movimento republicano no Rio Grande do Sul. As falanges de Ismael eram obrigadas a aumentar os reforços intuindo os homens da regência a praticarem os mais sublimes atos de renúncia pelo bem coletivo a fim de que a luz do porvir na pátria não se transformasse em trevas e não paralisasse os interesses do Senhor para com a nossa terra natal.

D. Pedro II reencarna dentro dessa conjuntura e aos quinze anos de idade adquire o poder de governar o país. Para bem cumprir sua missão, abstraia-se dos textos legais e norteava suas decisões mais pela imprensa do que pelos seus ministros, desgostando os políticos da época. Conseguiu com seu caráter evolucionista um grande progresso de liberdade de opinião e a calma voltara ao Brasil. Por não seguir as inspirações do mundo invisível, interfere na liberdade do Uruguai, ocasionando com isto a guerra do Paraguai, pois este país se sentindo ameaçado na sua segurança declarou-se contra o Brasil, iniciando uma contenda que durou cinco anos de martírio e sofrimentos. (Xavier, 1977, cap. XX)



9. A MAIORIDADE POLÍTICA BRASILEIRA (II)

À medida que o tempo passava, as repercussões internacionais e a experiência dos políticos brasileiros clamava por uma mudança estrutural do nosso modelo de economia política, muito embora D. Pedro II fosse um exemplo de discórdia e benevolência. Os políticos da época pressionaram-no e nos primeiros meses de 1888, sob a influência dos mentores invisíveis da pátria, o imperador é afastado do trono, voltando a Regência à Princesa Isabel, promulgando a treze de maio de mil oitocentos e oitenta e oito a lei que extinguia o cativeiro no Brasil.

Ao se extinguir a servidão, o Brasil passava ao regime de maioridade política, isto é, os habitantes deste território receberiam doravante influências indiretas do plano espiritual, mas seriam responsáveis diretos pelos seus erros e acertos. Denominamos República à oficialização desse índice de maioridade, firmado a quinze de novembro de 1889 por Deodoro da Fonseca e uma plêiade de inteligências cultas e vigorosas.

É útil recordarmos o grau de evolução de Longinus, que deixou a coroa sem derramamento de sangue, repeliu todas as sugestões dos Espíritos apaixonados pelo poder, não aceitou dinheiro pelo seu exílio, porém levou consigo um punhado de terra brasileira que muito soubera amar.

O plano espiritual, afim de corroborar este grau de liberdade adquirido, delegava autoridade aos grandes médiuns, que seriam os portadores da luz do Cristo, com a função de concentrar as energias do povo, dirigindo-as para o alvo sagrado da evolução material e espiritual. Dentre eles citamos a personalidade de Bezerra de Menezes, aclamado na noite de julho de1895 diretor de todos os trabalhos de Ismael no Brasil. (Xavier, 1977, cap. XXI a XXX).

10. CONCLUSÃO

Este estudo da História Econômica do Brasil, à luz da espiritualidade, deu-nos a oportunidade de aumentarmos os nossos conhecimentos a respeito do povo, do governo e dos agentes do mundo invisível

acompanhamos o desenrolar dos fatos históricos e percebemos que a maioridade política se desenvolve da mesma forma que o livre-arbítrio no campo individual; que as decisões que julgávamos individuais abrangem uma amplitude mais ampla, porque aquele que decide recebe influências dos ministros, da imprensa, da esposa, e muito mais do plano espiritual, que até a proclamação da república a ascendência espiritual era direta, passando depois a fazer por sugestões telepáticas; que ainda hoje estamos com a boa influência, embora o livro de Humberto de Campos só explica até o período republicano.



Vimos, por fim, que o poder é transitório, que as paixões inflamam os indivíduos, que pouco é o que sabemos e, por essa razão, devemos ter muita humildade, a fim de podermos trilhar o caminho da felicidade, o qual nos conduzirá ao Cristo e à caridade.

Allan Kardec e O Livro dos Espíritos






1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é captar não só o momento cultural histórico em que antecedeu a publicação de O Livro dos Espíritos como também as conseqüências que daí dimanam.

2. DADOS BIOGRÁFICOS

Hippolyte-Léon Denizard Rivail — Allan Kardec — nasceu no dia 03 de outubro de 1804, às 19 horas, na Cidade de Lyon, na França. Seu pai, Jean-Baptiste-Antoine Rivail, era magistrado, juiz de direito; sua mãe, Jeanne Duhamel, era professora; sua esposa, Amélie Grabielle Boudet, também, era professora. Como homem podemos dizer que foi professor, escritor, filósofo e cientista. Faleceu no dia 31 de março de 1869, com 64 anos de idade.

3. MOMENTO CULTURAL

Depois da Idade Média, em que se atrofiou o espírito crítico, o mundo começou a assistir à chamada revolução intelectual, em que o iluminismo foi o ponto de destaque.

A filosofia do iluminismo ergueu-se sobre certo número de concepções fundamentais, entre as quais: 1) a razão é o único guia infalível da sabedoria; 2) o universo é uma máquina governada por leis inflexíveis que o homem não pode desprezar; 3) não existe pecado original.

Este movimento, iniciado por René Descartes (1596-1650), foi enfatizado na Inglaterra, por volta de 1680, pelos trabalhos de Sir Isaac Newton (1642-1727) — que submeteu toda a natureza a uma interpretação mecânica precisa, e John Locke (1632-1704) — que rejeitando a teoria das idéias inatas de Descartes, afirmou que todo o conhecimento provém da percepção sensorial.

O apogeu do iluminismo se deu na França, especificamente nas obras de Voltaire e dos enciclopedistas. Voltaire é o campeão da liberdade individual. Disse: "Não concordo com uma única palavra que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la".

No campo político, o advento do Parlamentarismo na Inglaterra, em 1688, a Independência dos Estados Unidos, em 1776 e a Revolução Francesa, em 1789 consolidaram os preceitos de liberdade que o mundo necessitava.

Em outros campos de conhecimento, lembramo-nos de Franz Anton Mesmer (1734-1815) e da sua descoberta da teoria do magnetismo animal (1779). Afirmava existir um fluido que interpenetrava tudo, dando, às pessoas, propriedades análogas àquelas do ímã. Em 1787, o marquês de Puysegur descobre o sonambulismo. Em 1841, Braid descobre o hipnotismo. Charcot o estuda metodicamente; Liebault o aplica à clínica; Freud o utiliza ao criar a Psicanálise.

Quanto ao fenômeno mediúnico, as repercussões do episódio de Hydesville, em 1848, ainda se faziam sentir nos chamados encontros das "mesas girantes".

4. OBRAS BÁSICAS E COMPLEMENTARES

4.1. OBRAS BÁSICAS

O Livro dos Espíritos (1857);

O Livro dos Médiuns - ou Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores (1861);

O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864);

O Céu e o Inferno - ou Justiça Divina Segundo o Espiritismo (1865);

A Gênese - os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (1868).

4.2. OBRAS COMPLEMENTARES

4.2.1 OUTRAS OBRAS DE ALLAN KARDEC

Além dos cinco livros acima, Kardec escreveu também:

O que é o Espiritismo (1859);

O Espiritismo em sua Expressão Mais Simples (1862);

Viagem Espírita (1862);

Obras Póstumas (1.ª edição — 1890);

Revista Espírita, periódico mensal (1.ª edição — 1.º de janeiro de 1858)

4.2.2. AUTORES ENCARNADOS

Citam-se os escritos de Gabriel Delanne, Leon Denis, Camile Flammarion, J. Herculano Pires, Edgar Armond e outros.

4.2.3. AUTORES MEDIÚNICOS

Entre as obras mediúnicas, estão os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros.

5. O LIVRO DOS ESPÍRITOS

5.1. COMO FOI CODIFICADO?

De acordo com Canuto Abreu, Allan Kardec começou a freqüentar as reuniões mediúnicas, em que a médium Caroline recebia o Espírito Zéfiro, o qual respondia às perguntas dos freqüentadores. Levava um caderno e anotava aquilo que lhe chamava a atenção.

"Certa feita, quebrando o hábito, indagou se lhe era possível evocar o Espírito SÓCRATES. Recebeu a seguinte resposta: "Sim. Sócrates já tem assistido a alguns de nossos colóquios, pois você o consulta amiúde mentalmente". Essa resposta arrancou o professor da costumada reserva. Declarou-nos ter, de fato, pensado muita vez no filósofo grego, esperançado de obter dele a verdadeira "filosofia dos Espíritos" de elite". (Abreu,1992)

Posteriormente, levava as suas próprias perguntas, o que lhe deu ensejo de compor O Livro dos Espíritos.

5.2. 501 PERGUNTAS

A primeira edição de O Livro dos Espíritos era em formato grande, in-8.º, com 176 páginas de texto, e apresentava o assunto distribuído em duas colunas. Quinhentas e uma perguntas e respectivas respostas estavam contidas nas três partes em que então se dividia a obra: "Doutrina Espírita", "Leis Morais" e "Esperanças e Consolações". A primeira parte tem dez capítulos; a segunda, onze; e a terceira, três. Cinco páginas eram ocupadas com interessante índice alfabético das matérias, índice que nas edições seguintes foi cancelado. (Equipe da FEB, 1995)

5.3. PALAVRAS DE G. DU CHALLARD

"Faz pouco tempo publicou o editor Dentu uma obra muito notável; diríamos mesmo muito curiosa, se não houvesse coisas às quais repugna qualquer classificação banal.

O Livro dos Espíritos, do Sr. Allan Kardec, é uma página nova do próprio grande livro do infinito e, estamos persuadidos, uma marca será posta nesta página"

"... Lendo as admiráveis respostas dos Espíritos, na obra do senhor Kardec, nós dissemos que haveria aí um belo livro para se escrever. Bem cedo reconhecemos que estávamos enganados: o livro está todo feito. Não poderíamos senão estragá-lo, procurando completá-lo. Sois homem de estudo, e possuis a boa-fé que não pede senão para se instruir? Lede o livro primeiro sobre a Doutrina Espírita Estais colocado na classe das pessoas que não se ocupam senão de si mesmas, fazem, como se diz seus pequenos negócios tranqüilamente, e não vêem nada ao redor de seus interesses? Lede as Leis morais. A infelicidade vos persegue encarniçadamente, e a dúvida vos cerca, às vezes, com seu abraço glacial? Estudai o livro terceiro: Esperanças e Consolações.Todos vós, que tendes nobres pensamentos no coração, que credes no bem, lede o livro inteiro. Se se encontrar alguém que ache, no seu interior, matéria de gracejo, nós o lamentaremos sinceramente". (Revista Espírita, 1858, p. 31 e 32)

6. O LIVRO DOS ESPÍRITOS E O FUTURO

6.1. NOVA ORDEM DE IDÉIAS

Os conhecimentos, veiculados nas 1019 questões, são alimento para toda a eternidade. Estes ensinamentos, trazidos pelos benfeitores do espaço, quando bem refletidos, marcarão uma nova ordem no estado da humanidade, pois provocarão profundas modificações nos alicerces corroídos pela fé dogmática.

6.2. DEBRUÇANDO-SE SOBRE A SUA FILOSOFIA

Para que possamos alicerçar todo o seu conteúdo doutrinal, devemos estar sempre nos debruçando sobre os seus princípios fundamentais, com o intuito de torná-los atualizados em nosso consciente.

6.3. O LIVRO DOS ESPÍRITOS NA ATUALIDADE

Recentemente foi traduzido para o árabe, povo inteiramente voltado para o Islamismo. É uma inserção genuína, pois nenhuma outra religião conseguiu tal desideratum.

7. CONCLUSÃO

O Livro dos Espíritos, marco de uma grande evolução espiritual da humanidade, deve ser um livro de cabeceira. Os adeptos sinceros, que percebem as suas conseqüências, devem estar constantemente o estudando, a fim alicerçá-lo nos meandros da consciência.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ABREU, Canuto. O Livro dos Espíritos e sua tradição histórica e lendária. 

domingo, 11 de agosto de 2013

A Necessidade de Ser Útil a Alguém





A única maneira de se sentir realizado é fazendo algo de útil em proveito de alguém. Por isso, em algum momento, surge a necessidade de ser útil ao próximo.

Quantas pessoas você conhece que não têm objetivo na vida? Quantas pessoas do seu convívio não veem o menor sentido em nada, apenas vivem por viver? Muitos são os que apenas sobrevivem. Fazem as mesmas coisas sempre, sem pensar o porquê de fazerem o que fazem.

Quantas pessoas você conhece que trabalham a vida inteira numa atividade de que não gostam? Quantas pessoas você sabe que são casadas há anos e anos com alguém de quem não gostam, alguém que mal aturam?

E as pessoas que trocam a vida real pela vida virtual? Passam a vida em função de televisão, rádio, jornal, internet. Acompanham as novelas com mais interesse do que pela própria vida. Acompanham os campeonatos de que seu time participa como se isso acrescentasse algo de importância vital para sua vida.

Todos precisamos de lazer, todos temos necessidade de descontração. Mas vai uma grande diferença entre o espaço para a diversão diária e o dia tomado por essas atividades artificiais. E a sua própria vida, como é que fica?

O que você vem fazendo da sua vida? Você já parou pra pensar por que você nasceu? Você deve saber disso, mas é bom lembrar: antes de nascer você se propôs a fazer um monte de coisas! Você quis nascer para realizar! Lembre da sua infância, o mais longe que puder. Lembrou? Vê como você tinha sonhos e planos?

Você queria crescer pra fazer um montão de coisas. Agora você cresceu, e daí? Vai esperar ficar muito velho pra dizer que não dá mais tempo? Sempre é tempo de fazer algo de útil. É isso! É isso que preenche a vida, é isso que dá sentido à vida, é isso que é a vida. Ser útil! E a única maneira de ser útil de verdade é sendo útil ao próximo.

Como escrevo sobre espiritismo, parto do princípio de que você é reencarnacionista. Mas nem é preciso reconhecer a reencarnação para constatar que as pessoas trazem, ao nascer, a vontade firme de se destacarem, de se imortalizarem através de suas obras. Alguns poderosos criam fundações com o seu nome, outros escrevem livros ou criam obras de arte, outros nos legam invenções, outros almejam virar estátuas ou nomes de ruas e praças.

Mas o que dá sentido real à vida é ser útil aos outros. Viver pra si mesmo é bom. Viver em busca de prazeres é bom. Ninguém aqui é santo. Mas enquanto vivemos só pra nós mesmos, por mais prazer que tenhamos, por mais coisas boas e agradáveis que experimentemos, nunca é o suficiente. O prazer alcançado nunca é o bastante. É por isso que quem vive voltado para as coisas materiais, quem vive em função de prazeres materiais, sempre quer mais.

Sempre mais comida, mais álcool, mais drogas, mais roupas e sapatos e bolsas e aparelhos e tudo o que o consumismo oferece, sempre mais sexo, mais jogo, mais velocidade, mais prazeres de todo tipo. Porque o prazer não preenche o vazio no peito, o prazer material não é capaz de suprir a necessidade íntima de ser útil aos outros.

A única maneira de se sentir realizado é fazendo algo de útil em proveito de alguém. Ninguém consegue se sentir realizado, ninguém experimenta a maravilhosa sensação do dever cumprido se não se dedica a fazer alguma coisa de útil a alguém que não seja a si mesmo.

Não há como ver sentido na vida se não for para ser útil aos outros. Quem são os outros? Isso é você quem decide. Seus amigos, seus vizinhos, seus colegas, empregados, alunos, parentes, sua família, os espíritos sofredores, a lista é enorme. Sempre há alguém precisando de você. Sempre há alguém que precisa exatamente do tipo de ajuda que você pode oferecer.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Não Julgar o Próximo - Mas Acolhê-lo





Temos também no texto do capítulo 4, de título “O que procede do coração“, do Livro REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO, de Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley S. de Oliveira, a questão do acolhimento daqueles que erram como elemento de sucesso espiritual.

Todo julgamento é sofrível. Especialmente quando temos à nossa análise uma pessoa que não tem como se defender de nossa forma de pensar.

As pessoas são individualidades. Possuem formas de pensar diferentes. Possuem conhecimentos diferentes. Possuem entendimentos diferentes… Valores… objetivos… planejamento… e só por isso devemos respeitar cada um a sua forma de agir. Mas não só por isso.

As pessoas são individualidades. Seus pensamentos geram consequências que somente a pessoa, e outras que estão em volta de sua vida é que suportam. E, se o centro da consequência é a pessoa que age, o limite da circunferência de sua ação dependerá do tamanho da ação em relação a vida. Se a ação tem relação com a vida do agente, sua influência poderá se reportar na vida de milhares de pessoas, como por exemplo, o uso de bombas e explosivos, o uso de armamento, ou de uma doença como agente agressor a muitos. As consequências de nossos atos, então, não influenciam apenas a nós mesmos. Da mesma forma, podemos entender que recebemos a influência da ação de outras pessoas na medida que nos relacionamos com elas. Quanto mais profundo o relacionamento, maior a influência dessa pessoa em nossa vida e da consequência de seus atos em relação a nossa vida. Um exemplo disso são os atos de nossos pais, mães, avós, avôs, filhos, filhas, tias, tios, sobrinhas e sobrinhos… marido, mulher, companheiro, companheira, namorado ou namorada… amantes, etc. Chefes, subordinados, colega de repartição… amigos, amigas, colegas, simpatizantes… adversários, inimigos, etc… Dependendo do circulo de amizade que temos, nossa ação poderá interferir em uma ou mais pessoas, com maior ou menor intensidade. Vivemos em uma simbiose social muito elevada e essa simbiose social nos transfere também responsabilidade espiritual nas ações privadas e coletivas.

Mas, embora influencie a muitas pessoas, direta e indiretamente, a responsabilidade da pessoa é real e intransferível entre todos aqueles que participaram da realizaçao do evento, na mesma proporção de sua influência. As pessoas realizam barbaridades ou ações mais simples, boas e más, sem ou com a influência e participação de outras pessoas, de forma que a responsabilidade se divide entre aqueles que deram vazão ao evento. Nada há que ficará escondida e sem sua devida responsabilização, a esperar dos seus realizadores a necessária retificação, renovação, reordenação ou atitude que venha a corrigir eventual erro praticado.

se observarmos atentamente, um determinado evento acabará tendo uma série de frentes de reajustamento, de forma que nunca somos os únicos credores das atitudes alheias, sentindo-nos únicas vítimas de determinada ação. Se cada pessoa recebe essas diversas frentes de retificação, eventual cobrança através da vingança acabará se constituindo em exasperação, até porque nunca saberemos realmente qual o grau de cobrança que tenho direito a “cobrar” do próximo.

A vingança acaba se constituindo em uma perda completa de tempo e de energia em desfavor de nós mesmos que perdemos a liberdade de agir conforme a lei, garantindo assim um futuro mais feliz, para nos sujeitar primeiro a “cobrar” com “juros e correção”, e depois a termos que “pagar” pela cobrança indevida.

Ainda precisamos lembrar que o “erro”, para a economia do universo criado por Deus, se constitui em um acidente de percurso para o espírito, tão comum e natural de acontecer como “acertar” já que em muitas situações – especialmente as novas – a proporção é bem similar e, quando a escolha se processa ainda no “erro” conhecido, não podemos esquecer as tendências e rotinas que imperam ainda dentro de nossa animalidade que nos direcionam em ações menos edificantes.

Compreendendo isso, fica claro que para alguém abandonar o “erro” necessitará do apoio das outras pessoas, que possam lhe oferecer outros caminhos para seus passos, e até ânimo para sua alma, de forma a ter o combustível psicológico e moral para agir de forma adequada. Esse apoio sempre nós damos a quem amamos, ou que tenhamos uma afinidade mais acentuada, mas quando não possuímos essa afinidade, geralmente, ofertamos a crítica e outras energias que não servem para apoio de uma transformação.

Aquele que tem a sabedoria de entender que estamos em processo evolutivo, sujeitos a imperfeição – todos nós -, perceberá o quanto precisamos do apóio mútuo para desenvolvermos nossas potencialidades individuais, especialmente quando a gente vem a cometer atitudes equivocadas ou que reconheçamos somente de algum tempo depois erradas. O perdão e a compreensão alheia pode ser a energia diferencial para nosso sucesso na nossa reabilitação.

E, porque não pensar isso quando temos o outro na nossa frente. Quando ao invés de sermos nós, é o outro que precisa do nosso apoio e do nosso perdão?

Desejar ser perdoado todo mundo deseja, como se isso fosse um direito pessoal que temos. E tem pessoas que em não sendo perdoadas, acabam irritando-se por conta disso. Mas e perdoar? E quando somos nós quem precisamos mostrar nosso desenvolvimento moral e espiritual? Será que podemos achar que temos o direito de não perdoar? Que não precisamos dar apoio ao que precisa?

Ao invés de julgarmos o próximo que erra, não é mais valioso espiritualmente acolhê-lo sem constrangimento ou qualquer condição imposta a ele pelo erro, esperando que sua inteligência deficitária com o erro se recomponha e encontre a solução mais adequada ao caso. É o abraço àquele que erra e oferece apoio moral que nos faz levantar e tentar novamente.

O melhor para nós é procurarmos nos afastar do mal, esquecendo-o mesmo. E ao agente que o pratica, mais adequado que nós o recebamos em nossos braços, compreendendo que nosso auxilio pode ser importante para que a pessoa encontre o caminho correto. O acolhimento também será fundamental para o não estabelecimento da culpa, mas sim da responsabilidade em relação a vida. De forma que essa nossa ação venha não apenas a fazer efeito em nós e no outro, mas pode ser um momento de estalecimento de vínculos indiretos com muitas outras pessoas.

O acolhimento daquele que erra acaba sendo uma forma de nós também compreendermos que tanto ele como eu podemos errar, e dá-nos coragem para continuar tentando, porque sabemos que a felicidade precisa ser alcançada pelo nosso esforço, e sabemos que nosso esforço com a confiança alheia faz o caminho ser mais suave e o sucesso ser mais certo.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A Lua




 A Lua

Quando se fez noite. Olhei para a lua e sorri. E me senti a levitar como se a lua me atraísse.
Conversando com ela.
Comentei sobre nossa amizade.
A lua em soluços.
Pôs-se a chorar. Sabe o que lhe falei?
Lhe falei, que quando toco em seus cabelos.
É como acariciar mechas da mais pura seda.
Que quando olho nos teus olhos vejo o mar e a natureza que reluz em seu olhar.
E que enudesse meu coração e codifica os meus mais profundos sentimentos.
Lhe disse também.
Que um murmurar de tua boca exala palavras de conforto para um coração que sofre.
E teu sorriso reflete o carisma que habita dentro em ti.
E tuas mãos macias ao tocar em mim.
Faz-me sentir correspondida de uma grande e verdadeira amizade.
A lua então, quando seus olhos secos ficaram.
Criou uma estrela para que nossa amizade ultrapasse a barreira da vida e se faça eterna.


A farmácia cosmica






A farmácia cosmica

Nasrudin estava desempregado. Perguntou, então, a alguns amigos que tipo de profissão deveria seguir. Bem, Nasrudin, disseram, você é muito capaz e conhece bastante as propriedades medicinais das ervas. Poderia abrir uma farmácia. Nasrudin foi para casa, pensou e disse para si mesmo: sim, acho que é uma boa idéia. Acho que sou capaz de fazer isso. Naturalmente, sendo Nasrudin, nessa ocasião em particular passava por um de seus momentos de desejar ser proeminente e importante. Assim, pensou: Não abrirei apenas uma loja de ervas ou uma farmácia que lide com ervas; abrirei algo grandioso e que cause um forte impacto. Comprou uma loja, instalou prateleiras e armários e quando chegou a hora de pintar a fachada, montou um andaime, cobriu-o com chapas e trabalhou atrás delas. Não deixou que ninguém visse o nome que daria à farmácia ou como a fachada estava sendo pintada. Após vários dias, distribuiu folhetos que diziam: Grande inauguração, amanhã às nove horas. Todos de sua aldeia e das aldeias vizinhas vieram e ficaram esperando em frente à nova loja. Às nove horas, Nasrudin apareceu, retirou a placa da frente e lá estava um enorme cartaz onde se lia: Farmácia Cósmica e Galáctica de Nasrudin e abaixo estava escrito: Influenciada e harmonizada com influências planetárias. Muita gente ficou impressionada e ele fez um ótimo negócio naquele dia. Ao anoitecer, um professor local aproximou-se de Nasrudin e lhe disse: Francamente, essas alegações que você faz são um pouco duvidosas. Não, não, respondeu Nasrudin, cada alegação que faço sobre influência planetária é absolutamente correta. Quando o sol se levanta, abro a farmácia e quando o sol se põe, eu fecho. Portanto, podem haver diferentes interpretações sobre quanto a influência planetária afeta alguém e sobre o quanto dessas influências alguém recebe ou usa. De Omar Ali-Shah


A Diferença que faz a Diferença







A Diferença que faz a Diferença
Imagine que você está assistindo a uma corrida de cavalos em que o primeiro colocado terá direito a um prêmio de quinze mil dólares e o segundo lugar receberá cinco mil dólares. A disputa é acirradíssima na reta final. Todos torcem com grande vibração. Os jóqueis usam toda sua técnica para que os cavalos dêem tudo de si, e a diferença na chegada acaba sendo de poucos centímetros entre o primeiro e o segundo.
Já que o prêmio para o segundo é uma quantia três vezes menor do que o prêmio conferido ao primeiro colocado, poderíamos supor que é três vezes menos veloz do que o outro? Claro que não! A diferença entre eles foi mínima, porém o nome do vencedor continuará na lembrança de todos por muito tempo e dentro de alguns dias quase ninguém mais saberá o nome do segundo colocado.
A mesma coisa acontece com o sucesso entre os seres humanos. Uma pequena diferença em desempenho produz uma diferença enorme nos resultados.
A diferença é que o indivíduo bem sucedido faz pequenas coisas que, constantemente, em pontos estratégicos, serão decisivas. A distância entre o fracasso e o sucesso é medida em centímetros!
Na história dos dois cavalos, quanto é que o segundo lugar teria que correr mais depressa para ganhar do primeiro? Quase nada. Mas é por causa de uma fração de segundos de diferença que o primeiro ganhou um prêmio de quinze mil dólares e, o segundo, apenas a terça parte disso, sem que o vencedor precise ser três vezes mais rápido que o perdedor.
Observe agora sua própria vida e veja se não ocorre exatamente do mesmo jeito...
Pequenos detalhes que você vier a melhorar em seu dia-a-dia poderão fazer uma grande diferença no resultado. Quais são esses pequenos detalhes para você?
Bastam algumas atitudes simples, que não dependem de muito sacrifício da sua parte mas que, no cômputo do fim do mês, no balanço do fim do ano, poderão fazer uma extraordinária diferença no seu saldo bancário, na sua habilidade em pagar suas contas sem qualquer problema e principalmente, na sua capacidade para ser próspero e feliz.

Lembre-se: O que você faz hoje determina o que você será amanhã.




Pelos frutos







Pelos frutos


Nem pelo tamanho. Nem pela configuração. Nem pelas ramagens. Nem pela imponência da copa. Nem pelos rebentos verdes. Nem pelas pontas ressequidas. Nem pelo aspecto brilhante. Nem pela apresentação desagradável. Nem pela antiguidade do tronco. Nem pela fragilidade das folhas. Nem pela casca rústica ou delicada. Nem pelas flores perfumadas ou inodoras. Nem pelo aroma atraente. Nem pelas emanações repulsivas. Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, peja utilidade, pela produção. Assim também nosso espírito em plena jornada... Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de nós pelo que parecemos, pela superficialidade de nossa vida, pela epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou apreciadas de passagem, mas sim pela substância de nossa colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no bem geral. — "Pelos frutos os conhecereis" — disse o Mestre. — "Pelas nossas ações seremos conhecidos" — repetiremos nós.

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