No Reino da Palavra...

- Não grite.
Não permita que o seu modo de falar se
transforme em agressão.

- Conserve a calma.
Ao falar, evite comentários ou imagens
contrárias ao bem.

- Evite a maledicência.
Trazer assuntos infelizes à conversação,
lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar
a poeira de caminhos já superados,
complicando paisagens alheias.

- Abstenha-se de todo adjetivo desagradável
para pessoas, coisas e circunstâncias.
Atacar alguém será destruir hoje o nosso
provável benfeitor de amanhã.

- Use a imaginação sem excesso.
Não exageres sintomas ou deficiências
com os fracos ou doentes, porque isso viria
fazê-los mais doentes e mais fracos.

- Responda serenamente em toda questão difícil.
Na base da esperança e bondade,
não existe quem não possa ajudar conversando.

- Guarde uma frase sorridente e amiga para
toda situação inevitável.
Da mente aos lábios, temos um trajeto
controlável para as nossas manifestações.

- Fuja a comparações, a fim de que seu
verbo não venha a ferir.
Por isso, tão logo a idéia negativa nos alcance
a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento
pode ser substituído, de imediato, no silêncio
do espírito, mas a palavra solta é sempre um
instrumento ativo em circulação.

Recorde que Jesus legou o Evangelho,
exemplificando, mas conversando também.
ANDRÉ LUIZ



Distribui sorrisos e palavras de amor aos irmãos algemados a
rudes provas como se os visses falando por teus lábios, e
atravessarás os dias de tristeza ou de angústia com a luz da
esperança no coração, caminhando, em rumo certo, para o
reencontro feliz com todos eles, nas bênçãos de Jesus, em plena
imortalidade.

(Emmanuel).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Medo de Amar



MEDO DE AMAR

A insegurança emocional responde pelo medo de amar.
Como o amor constitui um grande desafio para o Self, o indivíduo enfermiço, de conduta transtornada, inquieto, ambicioso, vítima do egotismo, evita amar, a fim de não se desequipar dos instrumentos nos quais
oculta a debilidade afetiva, agredindo ou escamotean¬do-se em disfarces variados.
O amor é mecanismo de libertação do ser, median¬te o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e men¬tais, sob os quais o ego se esconde.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambi¬ções imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal con¬quista fosse resultado de determinados condicionamen¬tos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.
Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela proje¬ção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se uti¬lizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a clarida¬de alheia.
Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmen¬te sedentos de amor real.
O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos. Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, mediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar. Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.
O amor resulta da emoção, que pode ser definida
como uma reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de concentração penosa ou agradável, do pon¬to de vista psicológico. Também pode ser definida como o movimento emergente de um estado de excitamen¬to de prazer ou dor.
Como conseqüência, o amor sempre se direciona àqueles que são simpáticos entre si e com os quais se pode manter um relacionamento agradável. Este con¬ceito, porém, se restringe à exigência do amor que se expressa pela emoção física, transformando-se em pra¬zer sensual.
Sob outro aspecto, háo amor profundo, não neces¬sariamente correspondido, mas feito de respeito e de carinho pelo indivíduo, por uma obra de arte, por algo da Natureza, pelo ideal, pela conquista de alguma coi¬sa superior ou transcendente, para cujo logro se empe¬nham todas as forças disponíveis, em expectativa de um prazer remoto a alcançar.
As experiências positivas desenvolvem os senti¬mentos de afetividade e de carinho, as desagradáveis propÕem uma postura de reserva ou que se faz caute¬losa, quando não se apresenta negativa.
No medo de amar, estão definidos os traumas de infância, cujos reflexos se apresentam em relação às demais pessoas como projeções dos tormentos so¬fridos naquele período. Também pode resultar de insatisfação pessoal, em conflito de comportamento por imaturidade psicológica, ou reminiscência de so¬frimentos, ou nos seus usos indevidos em reencar¬nações transatas.
De alguma forma, no amor, há uma natural neces¬sidade de aproximação física, de contato e de contigüi¬dade com a pessoa querida.
Quando se é carente, essa necessidade torna-se tor¬mentosa, deixando de expressar o amor real para tor¬nar-se desejo de prazer imediato, consumidor. Se for estabelecida uma dependência emocional, logo o amor se transforma e torna-se um tipo de ansiedade que se confunde com o verdadeiro sentimento. Eis porque, muitas vezes, quando alguém diz com aflição eu o amo, está tentando dizer eu necessito de você, que são sen¬timentos muito diferentes.
O amor condicional, dependente, imana uma pes¬soa à outra, ao invés de libertá-la.
Quando não existe essa liberdade, o significado do eu o amo, o transforma na exigência de você me deve amar, impondo uma resposta de sentimento inexisten¬te no outro.
O medo de amar também tem origem no receio de não merecer ser amado, o que constitui um complexo de inferioridade.
Todas as pessoas são carentes de amor e dele cre¬doras, mesmo quando não possuam recursos hábeis para consegui-lo. Mas sempre haverá alguém que este¬ja disposto a expandir o seu sentimento de amor, sintonizando com outros, também portadores de necessi¬dades afetivas.
O medo, pois, de amar, pelo receio de manter um compromisso sério, deve ser substituído pela busca da afetividade, que se inicia na amizade e termina no amor pleno. Tal sentimento é agradável pela oportunidade de expandir-se, ampliando os horizontes de quem de¬seja amigos e torna-se companheiro, desenvolvendo a emoção do prazer pelo relacionamento desinteressado, que se vai alterando até se transformar em amor legítimo.
Indispensável, portanto, superar o conflito do medo de amar, iniciando-se no esforço de afeiçoar-se a outrem, não gerando dependência, nem impondo condições.
Somente assim a vida adquire sentido psicológico e o sentimento de amor domina o ser.
Joanna de Angelis


Nostalgia e Depressão






NOSTALGIA E DEPRESSÃO

As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.
O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando se sente livre.
Vitimado pela insegurança e pelo arrependimen¬to, torna-se joguete da nostalgia e da depressão, per¬dendo a liberdade de movimentos, de ação e de as¬piração, face ao estado sombrio em que se homizia.
A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de exis¬tências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser, lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.
Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem estados nos¬tálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente natu¬rais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia, ge¬rando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no com¬portamento emocional.
A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.
Esse deperecimento emocional, faz-se também corporal, já que se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.
A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem per¬manecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acre¬ditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracte¬riza a gravidade do transtorno emocional.
Tenha-se em mente um instrumento qualquer. Quando harmonizado, com as peças ajustadas, pro¬duz, sendo utilizado com precisão na função que lhe diz respeito. Quando apresenta qualquer irregulari¬dade mecânica, perde a qualidade operacional. Se a deficiência é grave, apresentando-se em alguma peça relevante, para nada mais serve.
Do mesmo modo, a depressão tem a sua reper¬cussão orgânica ou vice-versa. Um equipamento de¬sorganizado não pode produzir como seria de dese-jar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emo¬cionais irregulares, tanto quanto esses produzem sen¬sações e enarmonias perturbadoras na conduta psi¬cológica.
No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido existencial, atividades que estimulavam àluta, realizações que eram motivadoras para o sen¬tido da vida.
À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se encontre em um lugar onde não está a sua realidade. Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de depressivos pode con¬servar a rotina da vida, embora sob expressivo es¬forço, acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por muito tempo.
Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia, an¬siedade, já que esse oscilar da normalidade é carac-terística dela mesma. Todavia, quando tais ocorrên¬cias produzem infelicidade, apresentando-se como
verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos os seus elementos.
A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os níveis da personalidade humana: cor¬po e mente.
O som provém do instrumento. O que ao segun¬do afeta, reflete-se no primeiro, na sua qualidade de exteriorização.
Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se — tristezas, incertezas, medos, ciúmes, ansiedades contribuem para estados nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à me¬dida que sejam liberados, deixando a área psicológi¬ca em que se refugiam e libertando-a da carga emo¬cional perturbadora.
Toda castração, toda repressão produz efeitos de¬vastadores no comportamento emocional, dando campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.
É imprescindível, portanto, que o paciente en¬tre em contato com o seu conflito, que o libere, desse modo superando o estado depressivo.
Noutras vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência indiferente diante das desgra¬ças próprias ou alheias, um falso estoicismo contri¬buem para que o fechar-se em si mesmo, se transfor¬me em um permanente estado de depressão, por negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor dos outros.
Diante de alguém que realmente se interesse pelo seu problema, o paciente pode experimentar uma explosão de lágrimas, todavia, se não estiver inte
ressado profundamente em desembaraçar-se da cou¬raça retentiva, fechando-se outra vez para prosse¬guir na atitude estóica em que se apraz, negando o mundo e as ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no transtorno depressivo.
Nem sempre a depressão se expressará de for¬ma autodestrutiva, mas com estado de coração pe¬sado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.
Para que se logre prosseguir, é comum ao paci¬ente a adoção de uma atitude de rigidez, de deter¬minação e desinteresse pela sua vida interna, afive-lando uma máscara ao rosto, que se apresenta pati¬bular, e podem ser percebidas no corpo essas deci¬sões em forma de rigidez, falta de movimentos har¬mônicos...
Ainda podemos relacionar como psicogênese de alguns estados depressivos com impulsos suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega, considerando-se um fracasso na sua condição, masculina ou femini¬na, determinando-se por não continuar a existência. A situação se torna mais grave, quando se acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e lhe parece que não conseguiu o que anelava, não se havendo realizado em tal ou qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá gênese a estado de¬pressivo com indução ao suicídio.
Esse sentimento de fracasso, de impossibilida¬de de êxito pode, também, originar-se em alguma agressão ou rejeição na infância, por parte do pai ou da mãe, criando uma negação pelo corpo ou por si mesmo, e, quando de causa sexual, perturbando completamente o amadurecimento e a expressão da libido.
Nesse capítulo, anotamos a forte incidência de fenômenos obsessivos, que podem desencadear o processo depressivo, abrindo espaço para o suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno psicótiço, dire¬cionando o paciente para a etapa trágica da autodes¬truição.
Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbi¬os, é de relevante importância para o enfermo con¬siderar que não é doente, mas que se encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomisera¬ção, nem autopunição para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequi¬líbrio, mesmo que sob a terapia de neurolépticos.
O encontro com a consciência, através de avali¬ação das possibilidades que se desenham para o ser, no seu processo evolutivo, tem valor primacial, por¬que liberta-o da fixação da idéia depressiva, da au¬tocompaixão, facultando campo para a renovação mental e a ação construtora.
Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos corporais, revitalizando os anéis e pro¬porcionando estímulos físicos, contribui de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de força.
Naturalmente, quando o processo se instala —nostalgia que conduz à depressão — a terapia bioe¬nergética (Reich, como também a espírita), a logote-rapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se fazem in-dispensáveis.
A eleição do recurso terapêutico deve ser feita pelo paciente, se dispuser da necessária lucidez para tanto, ou a dos familiares, com melhor juízo, a fim de evitar danos compreensíveis, os quais, ocorren¬do, geram mais complexidades e dificuldades de re¬cuperação.
Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a criação de uma psicosfera saudável em torno do paciente, a mudança de fatores psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem va¬liosos recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.
O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para o autocrescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.


Do livro:Amor ,imbatível Amor(Divaldo Pereira Franco),Espírito-Joanna de Angelis.





Homem de Bem



Será que podemos nos considerar como homens de bem ?

Homem de bem: é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza.

Vamos interrogar nossa consciência e analisarmos nossos atos para avaliarmos se realmente já nos podemos considerar como homens de bem:
1ª) Não praticou o mal ?
2ª) Fez todo o bem que podia ?
3ª) Desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil ?
4ª) Fez a outrem tudo o que desejara que lhe fizessem ?
5ª) Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria ?
6ª) Sabe que sem a Sua permissão nada acontece ?
7ª) Submete à vontade de Deus em todas as coisas ?
8ª) Tem fé no futuro ?
9ª) Aceita todas as provas ou expiações, dores, decepções sem murmurar ?
10ª) Faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma ?
11ª) Retribui o mal com o bem ?
12ª) Toma a defesa do fraco contra o forte ?
13ª) Sacrifica sempre seus interesses à justiça ?
14ª) Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos ?
15ª) Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse ?
16ª) É bom, humano e benevolente para com todos ?
17ª) Não distingue raças, crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus ?
18ª) Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam ?
19ª) Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança ?
20ª) A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado ?
21ª) É indulgente para as fraquezas alheias ?
22ª) Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los ? Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal ?
23ª) Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las ?
24ª) Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera ?
25ª) Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros ?
26ª) Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado ?
27ª) Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões ?
28ª) Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho? Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram ?
29ª) Sendo o subordinado, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente ?
30ª) Respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus ?

E então... . já trilhas o caminho do Homem de Bem ?

Adversário Íntimo





ADVERSÁRIO ÍNTIMO


Jesus e Kardec, cada um na própria dimensão histórica, tiveram opositores implacáveis.

Jesus foi atacado pelos saduceus. Kardec, pelos materialistas.

Jesus foi perseguido pelos sacerdotes. Kardec, pelos religiosos intolerantes.

Jesus foi injuriado pelos escribas. Kardec, pelos teólogos.

Jesus foi ameaçado pelos fariseus. Kardec, pelos fanáticos.

Jesus foi desafiado pelos doutores da Lei. Kardec, pelos mestres da ciência.

Jesus foi incompreendido pelos sábios. Kardec, pelos intelectuais.

Jesus foi hostilizado nas sinagogas. Kardec, nos púlpitos.

Jesus foi torturado com espinhos. Kardec, com agressões morais.

Jesus foi injustiçado pelos juízes. Kardec, pelos críticos.

Jesus foi crucificado à vista de todos. Kardec teve as obras queimadas em público.

O Mestre da Boa Nova e o Professor da Nova Revelação colheram adversários declarados, durante a missão sublime de anunciar e restabelecer as verdades divinas.

De nossa parte, guardemos vigilância e fidelidade aos ideais, para que não nos transformemos, por negligência ou arrogância, em adversários íntimos da causa que abraçamos, recordando que Jesus foi traído pelo discípulo do Evangelho e Kardec tem sido negado por aqueles que mais dizem honrar a Codificação Espírita.


André Luiz (espírito), psicografia de Antônio Baduy Filho. Livro: Vivendo o Evangelho, vol. 1.




A Primeira Pedra




A PRIMEIRA PEDRA 

Há, sim, muitos companheiros errados. 
Ninguém nega. 
Esse, que te protegia a confiança, desabou, à maneira de tronco pesado, sobre a plantação, ainda frágil, 
de tua fé. 
O outro, que te parecia invulnerável no desassombro, acovardou-se e fugiu. 
Conheceste os que pregavam generosidade, agarrando-se à avareza, e notaste os que falavam em 
virtude, a tombarem no vício. 
Situavas a fonte do consolo em vários amigos, que acabaram no desespero e recolhias orientações de 
outros tantos, que se afundaram na corrente das sombras, quais barcos a matroca. 
Em muitos casos, trocaste entusiasmo por desalento e admiração por repugnância. 
Diante de semelhantes problemas, é natural te sintas entre a mágoa e a revolta. 
No entanto, entra no santuário de ti mesmo procurando compreender a nossa obrigação de auxiliar e 
servir, e reflete nas exigências de evolução. 
Coloca-te no lugar da criatura em dificuldade e enumera quantas vezes tenssido providencialmente 
auxiliado, para não caíres em tentação. 
Medita nas horas em que os pensamentos infelizes te dominam a alma; nos momentos em que tropeças 
e cais; nas ocasiões em que te enganas e sofres; nos instantes em que lastimas as faltas que não desejarias 
cometer; e se te sentes longe da possibilidade de errar e integralmente livre de todaculpa, poderás, então, 
ouvir, de novo, a lição de Jesus e atirar a primeira pedra. 
EMMANUEL.




Fluidos dos Pensamentos, Miasmas e Larvas Astrais



FLUIDOS DO PENSAMENTO, MIASMAS E LARVAS ASTRAIS

Nossos pensamentos são também fluidos que emanamos pela força mental que vezes carregam nossas emoções e assim, lançadas no espaço acabam criando as chamadas formas pensamento.

As formas pensamento por nós emitidas são capazes de alcançar pessoas, lugares, animais; costumamos ouvir que as preces emitem energia de amparo e amor a quem se destina e é acertada a afirmação.

Pois há uma ligação formada pelo pensamento e a pessoa a que se destina, de forma consciente.

Quando, por pensamento desejamos que alguém se saia bem em suas atividades (entrevistas, novo emprego, desejos de melhora e saúde, e refazimento,etc) estamos sim emanando energias que se tranformam em formas pensamento(com um emissor e um receptor).

Se o pensamento for negativo o mesmo ocorre e também formam e enviam ao receptor as formas pensamentos do emissor (inveja, raiva, preconceitos,etc) sendo muito comum observarmos que muitos chamam de "mau olhado" o efeito das formas pensamentos criadas.

Observa-se que estas formas pensamentos são além de energias, energias plásticas; pois quando geradas se plastificam em formatos (formas) variados e correspondentes ao tipo de pensamento emanado.

Se forem positivas de fato sentimos suas boas vibrações independente do fator tempo/espaço; se são negativas percebemos ou captamos as vibrações da mesma maneira e podemos percebe-las (já se sentiu mal estando ao lado de alguma pessoa ou lugar? ou quando comenta sobre determinados assuntos?)

Todas essas sensações se dão de acordo com a energia que se emana, reflita aqui, neste ponto sobre sí mesmo, seus pensamentos e o que emana, pois o que emana também atrai na faixa das sintonias. Assim



Formas pensamento ou fluidos (escreve-se e lê-se fluido e não fluído) partem do pensamento e plastificando-se se tornam miasmas, estes de acordo sempre com a fonte (boa ou não).

Miasmas podem afetar nossa psicosfera (ou aura) por ser uma emanação eletromagnética, capaz de alterar nosso padrão psíquico, nosso estado emocional e físico do momento.

Se estes miasmas forem miasmas deletérios (fluidos negativos) a energia poderá, de acordo com o estado em que nos encontramos, nos acercar e perturbar. Influenciando-nos aos maus pensamentos e atingindo não somente a nós como ao ambiente, carregando-o de negatividade.

Para que tal cenário não aconteça devemos estar conscientes de nossos próprios pensamentos e equilibrados com energias boas (nossos bons atos, bons pensamentos, orações servem de bloqueio para as más energias pois vibram em outra faixa, nos distanciando dos efeitos das faixas vibracionais mais baixas ou densas).

O Evangelho no Lar, feito constantemente acaba gerando um bloqueio das formas pensamentos emitidas por outros quando nocivas; por questão de afinidade são formadas barreiras de proteção, em que nossos amigos espirituais nos auxiliam a criar para nosso próprio bem.

Outra possibilidade existente é a formação das chamadas larvas astrais. Neste caso a viciação do pensamento negativo (não um simples pensamento negativo,mas um pensamento negativo constante alimentado) são capazes de criá-las.Daí os efeitos são mais nocivos, quem se interessar poderá encontrar material na internet.

Escolhi um para o post para exemplificar, a partir da transcrição do livro pscicografado por Chico Xavier pelo espírito André Luiz, postado no forumespirita.net:

Para entender como surgem as larvas astrais vamos continuar com o que diz o instrutor Alexandre a André Luiz, no capítulo 4 do livro Missionários da Luz: "Você não ignora que, no círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido. ... Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à carne transitória? Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? No campo infinitesimal, as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente. André, meu amigo, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente."

Ainda no mesmo capítulo, Alexandre continua: "Primeiramente a semeadura, depois a colheita; ... Não tenha dúvida. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e conseqüências de infinitas expressões. E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emissão das forças que lança em circulação nas coerentes da vida. A cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleça ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível. ... Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são conseqüentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa."

Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espirituais de toda sorte, pela repetição contínua de uma mesma conduta, física e/ ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determinadas regiões do organismo, as quais se organizam na forma de colônias de microorganismos astrais.

As conseqüências são as mais variadas, podendo ir desde problemas físicos, graves ou não, até perturbações espirituais que, se não combatidas a tempo, podem se transformar em sérios distúrbios psíquicos, acarretando sérias complicações para o encarnado, nesta vida e nas próximas. Larvas astrais são bastante "aderentes" e se multiplicam com muita facilidade, bastando, para isso, que se lhes ofereçam as mínimas condições mentais e energéticas.

Dependendo da extensão do problema, serão necessárias muitas aplicações energéticas para limpeza, desinfecção e re-harmonização da região afetada, o que pode exigir a atuação de vários aplicadores, em várias sessões, para que estas colônias sejam enfraquecidas e não possam mais se expandir, vindo a desaparecer. Mas, como em qualquer tratamento físico, a colaboração do "paciente" é imprescindível, uma vez que estas larvas são criadas e alimentadas pelas energias geradas pelos seus próprios pensamentos e sentimentos. Assim, além das aplicações energéticas, é necessário que se oriente e conscientize a pessoa sobre como e porque mudar os seus hábitos mentais e as suas atitudes, garantindo que ela mesma não mais oferecerá condições para que estas larvas se instalem e espalhem.

Se larvas astrais são criações mentais, geradas a partir de pensamentos e sentimentos desequilibrados, a prevenção se faz, também aqui, pelo equilíbrio e o controle do que pensamos e sentimos. Não há outro meio. Como já dito muitas vezes, sintonia é a "alma" do universo. Tudo funciona segundo as suas leis e só viveremos com aquilo que nós mesmos criarmos ou atrairmos a partir do que geramos dentro de nós.


Infalibilidade



Infalibilidade

Filhos, não vos considereis criaturas isentas de erros, para que a compaixão vos inspire na apreciação da conduta alheia.
Todos, a qualquer momento, poderemos cair, equivocados.
Em sua maioria, os adeptos da Doutrina estão longe de ser os missionários que se imaginam, ou que companheiros desavisados f os supõem nas tarefas em que se redimem.
Não vos consintais a idolatria e nem [provoqueis elogios a vosso respeito, suscitando ilusões que muito vos haverão de custar.
Esquecei o passado e, sob qualquer hipótese ou pretexto, fugi de rememorá-lo, principalmente no que tange às vossas ligações afetivas do pretérito.
O esquecimento das vidas que se foram representa uma das maiores dadivas da Lei Divina para o espírito na reencarnação.
Observai as vossas tendências e inclinações no presente e tereis uma ideia aproximada do que fostes e do que fizestes outrora.
Se reparardes um companheiro em queda, em vez de injuriá-lo, procurai socorrê-lo para que se levante e prossiga no desempenho das obrigações que lhe pesam.
Quem escarnece da Humanidade, escar¬nece de si mesmo; quem apedreja o pecador, lança pedras sobre a sua própria imagem...
Feliz de quem já sabe reconsiderar o caminho percorrido e, se necessário, alterar o curso da caminhada.
Quase sempre, os erros que identificais nos outros vos servem apenas de justificativa para os erros que cometestes ou pretendeis cometer,..

Não contemporizeis com o mal que subsiste em vós. Dos outros procurai, única e tão-somente, imitar o que for bom.
Pretender a infalibilidade, vossa ou do próximo, na atual conjuntura evolutiva do espírito humano no Planeta, seria pretender o inexequível.
Filhos, compadecei-vos uns dos outros e não fomenteis discórdias entre vós.
Cada qual se encontra estagiando em um degrau especifico da simbólica escada do conhecimento espiritual, de que as mais diversas religiões não passam de simples representantes na Terra.

BEZERRA DE MENEZES.

Enquanto Houver Amizade




Enquanto Houver Amizade


Um professor perguntou, certa vez, a um de seus alunos qual era o significado da palavra amigo.

O menino não soube, de pronto, responder.

Ficou, por alguns momentos, em silêncio e, por fim, repetiu a palavra amigo separando devagar as sílabas

O professor, porém, insistiu: Vamos! Responda-me. Que significa a palavra amigo?

Ao fim de dois ou três minutos, então, o jovem respondeu:

- Penso que amigo é uma pessoa que nos conhece perfeitamente, sabe da nossa vida e, apesar de tudo, ainda nos quer muito bem!

- Bravo! – exclamou o mestre – eis uma resposta que me parece simples e perfeita! Um dos tesouros mais preciosos na vida é a boa amizade! – terminou dizendo ele com vibração.



“A amizade redobra as alegrias e reparte as penas em duas metades.

A amizade é um raio de sol que ilumina a vida. Não há rosto por mais imperfeito, nem espírito por mais sofredor, que um relâmpago da verdadeira amizade não possa tornar encantador.

A amizade é um sentimento raro; só são capazes de senti-lo aqueles que são capazes de inspirá-lo”.

Eis as palavras do escritor Malba Tahan, elevando à sublimidade este laço bendito que nos une ao próximo.

Talvez apenas a arte, tocada pelo condão da espiritualidade, consiga trazer em versos pronunciáveis, o que a amizade significa para o espírito.



“Pode ser que um dia deixemos de nos falar.

Mas enquanto houver amizade,

Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe.

Mas, se a amizade permanecer,

Um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos.

Mas, se formos amigos de verdade,

A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos.

Mas, se ainda sobrar amizade,

Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe.

Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,

Cada vez de uma forma diferente,

Sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos, e nos lembraremos para sempre”.

* * *

A dádiva de um coração amigo é sempre acolhida com benevolência.

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.

A amizade pura é uma flor que nunca fenece.

Talvez tenha sido por isso que o filósofo francês Voltaire disse:

Todas as glórias deste mundo não valem um amigo fiel.

Quando Perceber a Irritação







QUANDO PERCEBER A IRRITAÇÃO

Meu irmão, não creia em milagre. Procure compreender que cada homem vive, sofre o resultado de sua própria evolução. Para alcançar o equilíbrio é necessário alcançar o autoconhecimento que permite a disciplina pessoal.

Não estrague o seu dia; coragem, o seu mau humor, a sua ira, o seu ódio, não fazem outra coisa senão destruir, criar desolação, angústia, provocando insegurança em todos os que o cercam.

Não esqueça que para vencer a dor o homem precisa conhecer os seus objetivos, saber administrar o seu interior, pois assim fará sublimação com dignidade. A provação aumenta a visão interior, abre os horizontes da alma, liberta o ser.

Mostre a sua boa vontade em qualquer situação. Revele- se, colabore, seja solidário, trabalhe em benefício de todos; guarde a calma, faça a paz, seja sensato.

Intensifique a consciência do bem, estude, pesquise, trabalhe, não reclame, não se deixe amedrontar pelo desânimo; esteja sempre preparado para não perder o sentido inteligente da vida.

O acadêmico da espiritualidade tem certeza de que o exercício do bem se traduz pela luz no espírito, na qual a visão interior amplia os horizontes, elucida, promove grandes transformações.

Na escolaridade da Terra, aquele que compreendeu o seu significado é solidário, respeitoso e justo com o seu igual; está sempre pronto à renúncia do “EU”, portanto sua vida significa dedicação ao trabalho, compreensão, serenidade, esperança, resignação, calma, perdão, amor, paz, humildade, permanente renovação, alegria constante.

O homem que faz autoconhecimento percebe que o silêncio interior é a celebração plena da vida, o encontro do ser com o SER em todo o Universo, dentro de cada um, num processo constante de aprendizado.

Quando você perceber que a irritação está tomando conta de sua pessoa, reaja, procure em seu interior os momentos de alegria vividos, revise os seus ideais, não lastime, caminhe com determinação. A prece e a vigiliatura respondem a todas as questões humanas, são responsáveis pelo equilíbrio.

O homem marca o seu lugar na Terra pela força de seu trabalho, pelo desprendimento, pela renúncia moral, pelo caráter, pela consciência de seus objetivos; a dignidade humana está sempre presente quando a intenção é boa.

Aquele que crê na justiça do Criador é paciente, benigno, aplicado ao bem, caritativo, esperançoso; sabe suportar, esperar, sofrer as provações com altruísmo; reconhece que não há efeito sem causa, tem perene juventude, é feliz sem exigências.






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