No Reino da Palavra...

- Não grite.
Não permita que o seu modo de falar se
transforme em agressão.

- Conserve a calma.
Ao falar, evite comentários ou imagens
contrárias ao bem.

- Evite a maledicência.
Trazer assuntos infelizes à conversação,
lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar
a poeira de caminhos já superados,
complicando paisagens alheias.

- Abstenha-se de todo adjetivo desagradável
para pessoas, coisas e circunstâncias.
Atacar alguém será destruir hoje o nosso
provável benfeitor de amanhã.

- Use a imaginação sem excesso.
Não exageres sintomas ou deficiências
com os fracos ou doentes, porque isso viria
fazê-los mais doentes e mais fracos.

- Responda serenamente em toda questão difícil.
Na base da esperança e bondade,
não existe quem não possa ajudar conversando.

- Guarde uma frase sorridente e amiga para
toda situação inevitável.
Da mente aos lábios, temos um trajeto
controlável para as nossas manifestações.

- Fuja a comparações, a fim de que seu
verbo não venha a ferir.
Por isso, tão logo a idéia negativa nos alcance
a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento
pode ser substituído, de imediato, no silêncio
do espírito, mas a palavra solta é sempre um
instrumento ativo em circulação.

Recorde que Jesus legou o Evangelho,
exemplificando, mas conversando também.
ANDRÉ LUIZ



Distribui sorrisos e palavras de amor aos irmãos algemados a
rudes provas como se os visses falando por teus lábios, e
atravessarás os dias de tristeza ou de angústia com a luz da
esperança no coração, caminhando, em rumo certo, para o
reencontro feliz com todos eles, nas bênçãos de Jesus, em plena
imortalidade.

(Emmanuel).

domingo, 11 de agosto de 2013

A Necessidade de Ser Útil a Alguém





A única maneira de se sentir realizado é fazendo algo de útil em proveito de alguém. Por isso, em algum momento, surge a necessidade de ser útil ao próximo.

Quantas pessoas você conhece que não têm objetivo na vida? Quantas pessoas do seu convívio não veem o menor sentido em nada, apenas vivem por viver? Muitos são os que apenas sobrevivem. Fazem as mesmas coisas sempre, sem pensar o porquê de fazerem o que fazem.

Quantas pessoas você conhece que trabalham a vida inteira numa atividade de que não gostam? Quantas pessoas você sabe que são casadas há anos e anos com alguém de quem não gostam, alguém que mal aturam?

E as pessoas que trocam a vida real pela vida virtual? Passam a vida em função de televisão, rádio, jornal, internet. Acompanham as novelas com mais interesse do que pela própria vida. Acompanham os campeonatos de que seu time participa como se isso acrescentasse algo de importância vital para sua vida.

Todos precisamos de lazer, todos temos necessidade de descontração. Mas vai uma grande diferença entre o espaço para a diversão diária e o dia tomado por essas atividades artificiais. E a sua própria vida, como é que fica?

O que você vem fazendo da sua vida? Você já parou pra pensar por que você nasceu? Você deve saber disso, mas é bom lembrar: antes de nascer você se propôs a fazer um monte de coisas! Você quis nascer para realizar! Lembre da sua infância, o mais longe que puder. Lembrou? Vê como você tinha sonhos e planos?

Você queria crescer pra fazer um montão de coisas. Agora você cresceu, e daí? Vai esperar ficar muito velho pra dizer que não dá mais tempo? Sempre é tempo de fazer algo de útil. É isso! É isso que preenche a vida, é isso que dá sentido à vida, é isso que é a vida. Ser útil! E a única maneira de ser útil de verdade é sendo útil ao próximo.

Como escrevo sobre espiritismo, parto do princípio de que você é reencarnacionista. Mas nem é preciso reconhecer a reencarnação para constatar que as pessoas trazem, ao nascer, a vontade firme de se destacarem, de se imortalizarem através de suas obras. Alguns poderosos criam fundações com o seu nome, outros escrevem livros ou criam obras de arte, outros nos legam invenções, outros almejam virar estátuas ou nomes de ruas e praças.

Mas o que dá sentido real à vida é ser útil aos outros. Viver pra si mesmo é bom. Viver em busca de prazeres é bom. Ninguém aqui é santo. Mas enquanto vivemos só pra nós mesmos, por mais prazer que tenhamos, por mais coisas boas e agradáveis que experimentemos, nunca é o suficiente. O prazer alcançado nunca é o bastante. É por isso que quem vive voltado para as coisas materiais, quem vive em função de prazeres materiais, sempre quer mais.

Sempre mais comida, mais álcool, mais drogas, mais roupas e sapatos e bolsas e aparelhos e tudo o que o consumismo oferece, sempre mais sexo, mais jogo, mais velocidade, mais prazeres de todo tipo. Porque o prazer não preenche o vazio no peito, o prazer material não é capaz de suprir a necessidade íntima de ser útil aos outros.

A única maneira de se sentir realizado é fazendo algo de útil em proveito de alguém. Ninguém consegue se sentir realizado, ninguém experimenta a maravilhosa sensação do dever cumprido se não se dedica a fazer alguma coisa de útil a alguém que não seja a si mesmo.

Não há como ver sentido na vida se não for para ser útil aos outros. Quem são os outros? Isso é você quem decide. Seus amigos, seus vizinhos, seus colegas, empregados, alunos, parentes, sua família, os espíritos sofredores, a lista é enorme. Sempre há alguém precisando de você. Sempre há alguém que precisa exatamente do tipo de ajuda que você pode oferecer.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Não Julgar o Próximo - Mas Acolhê-lo





Temos também no texto do capítulo 4, de título “O que procede do coração“, do Livro REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO, de Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley S. de Oliveira, a questão do acolhimento daqueles que erram como elemento de sucesso espiritual.

Todo julgamento é sofrível. Especialmente quando temos à nossa análise uma pessoa que não tem como se defender de nossa forma de pensar.

As pessoas são individualidades. Possuem formas de pensar diferentes. Possuem conhecimentos diferentes. Possuem entendimentos diferentes… Valores… objetivos… planejamento… e só por isso devemos respeitar cada um a sua forma de agir. Mas não só por isso.

As pessoas são individualidades. Seus pensamentos geram consequências que somente a pessoa, e outras que estão em volta de sua vida é que suportam. E, se o centro da consequência é a pessoa que age, o limite da circunferência de sua ação dependerá do tamanho da ação em relação a vida. Se a ação tem relação com a vida do agente, sua influência poderá se reportar na vida de milhares de pessoas, como por exemplo, o uso de bombas e explosivos, o uso de armamento, ou de uma doença como agente agressor a muitos. As consequências de nossos atos, então, não influenciam apenas a nós mesmos. Da mesma forma, podemos entender que recebemos a influência da ação de outras pessoas na medida que nos relacionamos com elas. Quanto mais profundo o relacionamento, maior a influência dessa pessoa em nossa vida e da consequência de seus atos em relação a nossa vida. Um exemplo disso são os atos de nossos pais, mães, avós, avôs, filhos, filhas, tias, tios, sobrinhas e sobrinhos… marido, mulher, companheiro, companheira, namorado ou namorada… amantes, etc. Chefes, subordinados, colega de repartição… amigos, amigas, colegas, simpatizantes… adversários, inimigos, etc… Dependendo do circulo de amizade que temos, nossa ação poderá interferir em uma ou mais pessoas, com maior ou menor intensidade. Vivemos em uma simbiose social muito elevada e essa simbiose social nos transfere também responsabilidade espiritual nas ações privadas e coletivas.

Mas, embora influencie a muitas pessoas, direta e indiretamente, a responsabilidade da pessoa é real e intransferível entre todos aqueles que participaram da realizaçao do evento, na mesma proporção de sua influência. As pessoas realizam barbaridades ou ações mais simples, boas e más, sem ou com a influência e participação de outras pessoas, de forma que a responsabilidade se divide entre aqueles que deram vazão ao evento. Nada há que ficará escondida e sem sua devida responsabilização, a esperar dos seus realizadores a necessária retificação, renovação, reordenação ou atitude que venha a corrigir eventual erro praticado.

se observarmos atentamente, um determinado evento acabará tendo uma série de frentes de reajustamento, de forma que nunca somos os únicos credores das atitudes alheias, sentindo-nos únicas vítimas de determinada ação. Se cada pessoa recebe essas diversas frentes de retificação, eventual cobrança através da vingança acabará se constituindo em exasperação, até porque nunca saberemos realmente qual o grau de cobrança que tenho direito a “cobrar” do próximo.

A vingança acaba se constituindo em uma perda completa de tempo e de energia em desfavor de nós mesmos que perdemos a liberdade de agir conforme a lei, garantindo assim um futuro mais feliz, para nos sujeitar primeiro a “cobrar” com “juros e correção”, e depois a termos que “pagar” pela cobrança indevida.

Ainda precisamos lembrar que o “erro”, para a economia do universo criado por Deus, se constitui em um acidente de percurso para o espírito, tão comum e natural de acontecer como “acertar” já que em muitas situações – especialmente as novas – a proporção é bem similar e, quando a escolha se processa ainda no “erro” conhecido, não podemos esquecer as tendências e rotinas que imperam ainda dentro de nossa animalidade que nos direcionam em ações menos edificantes.

Compreendendo isso, fica claro que para alguém abandonar o “erro” necessitará do apoio das outras pessoas, que possam lhe oferecer outros caminhos para seus passos, e até ânimo para sua alma, de forma a ter o combustível psicológico e moral para agir de forma adequada. Esse apoio sempre nós damos a quem amamos, ou que tenhamos uma afinidade mais acentuada, mas quando não possuímos essa afinidade, geralmente, ofertamos a crítica e outras energias que não servem para apoio de uma transformação.

Aquele que tem a sabedoria de entender que estamos em processo evolutivo, sujeitos a imperfeição – todos nós -, perceberá o quanto precisamos do apóio mútuo para desenvolvermos nossas potencialidades individuais, especialmente quando a gente vem a cometer atitudes equivocadas ou que reconheçamos somente de algum tempo depois erradas. O perdão e a compreensão alheia pode ser a energia diferencial para nosso sucesso na nossa reabilitação.

E, porque não pensar isso quando temos o outro na nossa frente. Quando ao invés de sermos nós, é o outro que precisa do nosso apoio e do nosso perdão?

Desejar ser perdoado todo mundo deseja, como se isso fosse um direito pessoal que temos. E tem pessoas que em não sendo perdoadas, acabam irritando-se por conta disso. Mas e perdoar? E quando somos nós quem precisamos mostrar nosso desenvolvimento moral e espiritual? Será que podemos achar que temos o direito de não perdoar? Que não precisamos dar apoio ao que precisa?

Ao invés de julgarmos o próximo que erra, não é mais valioso espiritualmente acolhê-lo sem constrangimento ou qualquer condição imposta a ele pelo erro, esperando que sua inteligência deficitária com o erro se recomponha e encontre a solução mais adequada ao caso. É o abraço àquele que erra e oferece apoio moral que nos faz levantar e tentar novamente.

O melhor para nós é procurarmos nos afastar do mal, esquecendo-o mesmo. E ao agente que o pratica, mais adequado que nós o recebamos em nossos braços, compreendendo que nosso auxilio pode ser importante para que a pessoa encontre o caminho correto. O acolhimento também será fundamental para o não estabelecimento da culpa, mas sim da responsabilidade em relação a vida. De forma que essa nossa ação venha não apenas a fazer efeito em nós e no outro, mas pode ser um momento de estalecimento de vínculos indiretos com muitas outras pessoas.

O acolhimento daquele que erra acaba sendo uma forma de nós também compreendermos que tanto ele como eu podemos errar, e dá-nos coragem para continuar tentando, porque sabemos que a felicidade precisa ser alcançada pelo nosso esforço, e sabemos que nosso esforço com a confiança alheia faz o caminho ser mais suave e o sucesso ser mais certo.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A Lua




 A Lua

Quando se fez noite. Olhei para a lua e sorri. E me senti a levitar como se a lua me atraísse.
Conversando com ela.
Comentei sobre nossa amizade.
A lua em soluços.
Pôs-se a chorar. Sabe o que lhe falei?
Lhe falei, que quando toco em seus cabelos.
É como acariciar mechas da mais pura seda.
Que quando olho nos teus olhos vejo o mar e a natureza que reluz em seu olhar.
E que enudesse meu coração e codifica os meus mais profundos sentimentos.
Lhe disse também.
Que um murmurar de tua boca exala palavras de conforto para um coração que sofre.
E teu sorriso reflete o carisma que habita dentro em ti.
E tuas mãos macias ao tocar em mim.
Faz-me sentir correspondida de uma grande e verdadeira amizade.
A lua então, quando seus olhos secos ficaram.
Criou uma estrela para que nossa amizade ultrapasse a barreira da vida e se faça eterna.


A farmácia cosmica






A farmácia cosmica

Nasrudin estava desempregado. Perguntou, então, a alguns amigos que tipo de profissão deveria seguir. Bem, Nasrudin, disseram, você é muito capaz e conhece bastante as propriedades medicinais das ervas. Poderia abrir uma farmácia. Nasrudin foi para casa, pensou e disse para si mesmo: sim, acho que é uma boa idéia. Acho que sou capaz de fazer isso. Naturalmente, sendo Nasrudin, nessa ocasião em particular passava por um de seus momentos de desejar ser proeminente e importante. Assim, pensou: Não abrirei apenas uma loja de ervas ou uma farmácia que lide com ervas; abrirei algo grandioso e que cause um forte impacto. Comprou uma loja, instalou prateleiras e armários e quando chegou a hora de pintar a fachada, montou um andaime, cobriu-o com chapas e trabalhou atrás delas. Não deixou que ninguém visse o nome que daria à farmácia ou como a fachada estava sendo pintada. Após vários dias, distribuiu folhetos que diziam: Grande inauguração, amanhã às nove horas. Todos de sua aldeia e das aldeias vizinhas vieram e ficaram esperando em frente à nova loja. Às nove horas, Nasrudin apareceu, retirou a placa da frente e lá estava um enorme cartaz onde se lia: Farmácia Cósmica e Galáctica de Nasrudin e abaixo estava escrito: Influenciada e harmonizada com influências planetárias. Muita gente ficou impressionada e ele fez um ótimo negócio naquele dia. Ao anoitecer, um professor local aproximou-se de Nasrudin e lhe disse: Francamente, essas alegações que você faz são um pouco duvidosas. Não, não, respondeu Nasrudin, cada alegação que faço sobre influência planetária é absolutamente correta. Quando o sol se levanta, abro a farmácia e quando o sol se põe, eu fecho. Portanto, podem haver diferentes interpretações sobre quanto a influência planetária afeta alguém e sobre o quanto dessas influências alguém recebe ou usa. De Omar Ali-Shah


A Diferença que faz a Diferença







A Diferença que faz a Diferença
Imagine que você está assistindo a uma corrida de cavalos em que o primeiro colocado terá direito a um prêmio de quinze mil dólares e o segundo lugar receberá cinco mil dólares. A disputa é acirradíssima na reta final. Todos torcem com grande vibração. Os jóqueis usam toda sua técnica para que os cavalos dêem tudo de si, e a diferença na chegada acaba sendo de poucos centímetros entre o primeiro e o segundo.
Já que o prêmio para o segundo é uma quantia três vezes menor do que o prêmio conferido ao primeiro colocado, poderíamos supor que é três vezes menos veloz do que o outro? Claro que não! A diferença entre eles foi mínima, porém o nome do vencedor continuará na lembrança de todos por muito tempo e dentro de alguns dias quase ninguém mais saberá o nome do segundo colocado.
A mesma coisa acontece com o sucesso entre os seres humanos. Uma pequena diferença em desempenho produz uma diferença enorme nos resultados.
A diferença é que o indivíduo bem sucedido faz pequenas coisas que, constantemente, em pontos estratégicos, serão decisivas. A distância entre o fracasso e o sucesso é medida em centímetros!
Na história dos dois cavalos, quanto é que o segundo lugar teria que correr mais depressa para ganhar do primeiro? Quase nada. Mas é por causa de uma fração de segundos de diferença que o primeiro ganhou um prêmio de quinze mil dólares e, o segundo, apenas a terça parte disso, sem que o vencedor precise ser três vezes mais rápido que o perdedor.
Observe agora sua própria vida e veja se não ocorre exatamente do mesmo jeito...
Pequenos detalhes que você vier a melhorar em seu dia-a-dia poderão fazer uma grande diferença no resultado. Quais são esses pequenos detalhes para você?
Bastam algumas atitudes simples, que não dependem de muito sacrifício da sua parte mas que, no cômputo do fim do mês, no balanço do fim do ano, poderão fazer uma extraordinária diferença no seu saldo bancário, na sua habilidade em pagar suas contas sem qualquer problema e principalmente, na sua capacidade para ser próspero e feliz.

Lembre-se: O que você faz hoje determina o que você será amanhã.




Pelos frutos







Pelos frutos


Nem pelo tamanho. Nem pela configuração. Nem pelas ramagens. Nem pela imponência da copa. Nem pelos rebentos verdes. Nem pelas pontas ressequidas. Nem pelo aspecto brilhante. Nem pela apresentação desagradável. Nem pela antiguidade do tronco. Nem pela fragilidade das folhas. Nem pela casca rústica ou delicada. Nem pelas flores perfumadas ou inodoras. Nem pelo aroma atraente. Nem pelas emanações repulsivas. Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, peja utilidade, pela produção. Assim também nosso espírito em plena jornada... Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de nós pelo que parecemos, pela superficialidade de nossa vida, pela epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou apreciadas de passagem, mas sim pela substância de nossa colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no bem geral. — "Pelos frutos os conhecereis" — disse o Mestre. — "Pelas nossas ações seremos conhecidos" — repetiremos nós.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Estás Preocupado




É compreensível que te surpreendas em estado de preocupação, quando te defrontes com os diversos desafios do teu cotidiano.
Não será tarefa simplista o ter que dar conta dos quefazeres domésticos, associados aos da profissão e do convívio social.
Realmente, concebe-se que são tantas coisas a pesar sobre o teu sentimento, sobre os teus pensamentos, sobre o teu humor, que, vez que outra, percebes que foste invadido por ondas de preocupações, para o que abriste as portas morais.
Entretanto, vale parar um pouco e meditar acerca desse fenômeno.
Quando te preocupas, passas a dispender largas quotas das tuas energias na direção do objeto da tua preocupação.
Se a causa é válida, converge a preocupação em ação positiva e benfazeja, ao invés de te manteres paralisado à frente do desafio.
Se o móvel da preocupação não tiver a marca do legítimo valor, se o teu estado psicológico prende-se ao desejo de posse, ao ciúme, à falta de fé em Deus ou a qualquer capricho nocivo à saúde da alma, é chegado o tempo de, à custa dos necessários esforços, te desligares dessa sintonia, que te irá minando o mundo íntimo, sem que encontres solução, podendo escorregar para valões de desespero, mágoa, ódio ou indiferença, ou em estado extremo, podendo impulsionar-te para o crime, que tem variado espectro para as almas lúcidas que conhecem, ainda que por simples informações, as orientações das Leis Divinas.
Desse modo, estuda com clareza as fontes e motivos das tuas preocupações, considerando com o Celeste Guia que a cada dia já basta o seu mal.
Na certeza de que estás no mundo a fim de aprender, crescer e amar, nos roteiros da felicidade, não te permitas sucumbir ante problemas de saúde, financeiros, mal-entendidos ou familiares. Aprende a resolver, um após outro, os teus problemas e, na certeza de que o tempo é o fator de resolução de todos os enigmas, entrega as tuas preocupações ao Criador e marcha adiante aguardando a luz do novo dia, que sempre brilha após as noites de horror e sombras.
Não te deixes aturdir pelas exageradas preocupações, trabalhando com valor e afinco o cerne de ti mesmo.




Mulheres Especiais





Há mulheres que são especiais.
Em dadas circunstâncias, parecem princesas ou mesmo rainhas, pois encantam, fascinam e mostram ter poderes de tal modo expressivos, diante dos quais dobramos a cerviz.
Há ocasiões em que são como administradoras ou economistas, quando se põem a organizar a vida do lar, seus movimentos e despesas, tudo aquilo que se compra e o que se põe na mesa, para a fruição de todos. Conseguem, muitas vezes, ajuntar alguma quantia que sobra para momentos mais difíceis.
Quantas vezes se mostram como agentes de disciplina? Alteiam a voz, como quem dá voz de comando, ordenam, impactam com o tipo de inflexão que utilizam, e põem, dessa maneira, tudo e todos em seus devidos lugares, dentro de casa.
São quais colegas, quais colegiais, variadas vezes. Envolvem-se com os petizes, brincam, jogam com eles; riem-se deles e com eles, até o momento justo de estancar a brincadeira.
Mulheres há que se tornam médicas ou enfermeiras, diante das necessidades dos seus filhos. Acolhem-nos, preparam-lhes poções e chás diversos, e, muitas vezes contrariando as instruções formais, dão-lhes xaropes e pastilhas. Se enfermos, banham-nos, põem-nos em seus leitos, recobrem-nos, acalentam e vigiam, dias ou noites, dias e noites, até que retornem à saúde.
Mas, dentre essas mulheres incríveis, especiais de verdade, temos aquelas que reúnem todas essas habilidades: são mestras, são agentes disciplinares; são administradoras e economistas, enfermeiras, psicólogas, são médicas. São cozinheiras, lavadeiras, artesãs e fiandeiras. Conseguem ser governantas, serviçais e chegam a ser santas.
Essas almas geniais de mulher são alimentadas pelo estranho ideal de sempre entender, de atender e de sempre servir. São companheiras próximas dos anjos, são servidoras de Deus e mensageiras da vida. São nossas fãs, amigas extremadas para quem nunca há nada impossível, quando se trata de atender-nos, de alegrar-nos, de ajudar-nos.
São mulheres sem igual. Perfumam como flores, são ardentes como a chama e brilham como estrelas. Nada obstante todos os encômios que lhes possamos dirigir, o que é mais tocante, mais comovente, é saber que uma dessas mulheres, incumbidas por Deus para mudar o mundo, ajudando-o a ser melhor, a ser um campo bom de se viver, tem uma missão particular.
Há uma mulher para quem o Criador entregou a missão de cuidar-me, de fazer-me estudar para entender, de ensinar-me a orar e a crescer, a respeitar a todos e a servir para o bem. Essa mulher é um encanto em minha vida, e não há ninguém que se lhe assemelhe. Ao vê-la, marejam-se-me os olhos e bate forte o meu coração. Ela é tal qual amálgama de ouro e brilhante. Ela é, por fim, a luz que torna meu caminho cintilante. É aquela a quem chamo de minha mãe.

Auto-Proteção




"Pois com o critério que julgardes sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também." – JESUS. (Mateus, 7:2.)

A gentileza deve ser examinada, não apenas por chave de ajuste nas relações humanas, mas igualmente em sua função protetora para aqueles que a cultivam.
Não falamos aqui do sorriso de indiferença que paira, indefinido, na face, quando o sentimento está longe de colori-lo.
Reportamo-nos à compreensão e, conseqüentemente, à tolerância e ao respeito com que somos todos chamados à garantia da paz recíproca.
De quando em quando, destaquemos uma faixa de tempo para considerar quantas afeições e oportunidades preciosas temos perdido, unicamente por desatenção pequenina ou pela impaciência de um simples gesto.
Quantas horas gastas com arrependimentos tardios e quantas agressões vibratórias adquiridas à custa de nossas próprias observações, censuras, perguntas e respostas malconduzidas!. . .
O que fizermos a outrem, fará outrem a nós e por nós.
Reflitamos nos temas da auto-proteção.
A fim de nutrir-nos ou aquecer-nos, outros não se alimentam e nem se agasalham em nosso lugar e, por mais nos ame, não consegue alguém substituir-nos na medicação de que estejamos necessitados.
Nas questões da alma, igualmente, os reflexos da bondade e as respostas da simpatia hão de ser plantados por nós, se aspiramos à paz em nós.




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