No Reino da Palavra...

- Não grite.
Não permita que o seu modo de falar se
transforme em agressão.

- Conserve a calma.
Ao falar, evite comentários ou imagens
contrárias ao bem.

- Evite a maledicência.
Trazer assuntos infelizes à conversação,
lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar
a poeira de caminhos já superados,
complicando paisagens alheias.

- Abstenha-se de todo adjetivo desagradável
para pessoas, coisas e circunstâncias.
Atacar alguém será destruir hoje o nosso
provável benfeitor de amanhã.

- Use a imaginação sem excesso.
Não exageres sintomas ou deficiências
com os fracos ou doentes, porque isso viria
fazê-los mais doentes e mais fracos.

- Responda serenamente em toda questão difícil.
Na base da esperança e bondade,
não existe quem não possa ajudar conversando.

- Guarde uma frase sorridente e amiga para
toda situação inevitável.
Da mente aos lábios, temos um trajeto
controlável para as nossas manifestações.

- Fuja a comparações, a fim de que seu
verbo não venha a ferir.
Por isso, tão logo a idéia negativa nos alcance
a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento
pode ser substituído, de imediato, no silêncio
do espírito, mas a palavra solta é sempre um
instrumento ativo em circulação.

Recorde que Jesus legou o Evangelho,
exemplificando, mas conversando também.
ANDRÉ LUIZ



Distribui sorrisos e palavras de amor aos irmãos algemados a
rudes provas como se os visses falando por teus lábios, e
atravessarás os dias de tristeza ou de angústia com a luz da
esperança no coração, caminhando, em rumo certo, para o
reencontro feliz com todos eles, nas bênçãos de Jesus, em plena
imortalidade.

(Emmanuel).

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Calamidades e Provações




CALAMIDADES E PROVAÇÕES

O homem desejou recursos para mais facilmente abrir estradas e a Divina Providência lhe suscitou a idéia de reunir areia à nitroglicerina, em cuja conjugação despontou a dinamite. A comunidade beneficiou-se da descoberta, no entanto, certa facção organizou com ela a bomba destruidora de existências humanas.

O homem pediu veículos que lhe fizessem vencer o espaço, ganhando tempo, e o Amparo Divino ofereceu-lhe os pensamentos necessários à construção das modernas máquinas de condução e transporte. Essas bênçãos carrearam progresso e renovação para todos os setores das aquisições planetárias, entretanto, apareceram aqueles que desrespeitam as leis do trânsito, criando processos dolorosos de sofrimento e agravando débitos e resgates, nos princípios de causa e efeito.

O homem solicitou apoio contra a solidão psicológica e a Eterna Bondade, através da ciência, lhe concedeu o telégrafo, o rádio e o televisor, aproximando as coletividades e integrando no mesmo clima de aperfeiçoamento e cultura. Apesar disso, junto desses nobres empreendimentos, surgiram aqueles que se valem de tão altos instrumentos de comunicação e solidariedade para a disseminação da discórdia e da guerra.

O homem rogou medidas contra a dor e a Compaixão Divina lhe enviou os anestésicos, favorecendo-lhe o tratamento e o reequilíbrio no campo orgânico. Ao lado dessas concessões, porém, não faltam aqueles que transformam os medicamentos da paz e da misericórdia em tóxicos de deserção e delinqüência.

O homem pediu a desintegração atômica, no intuito de senhorear mais força, a fim de comandar o progresso, e a desintegração atômica está no mundo, ignorando-se que preço pagará o Orbe Terrestre, até que essa conquista seja respeitada fora de qualquer apelo à destruição.

Como é fácil observar, Deus concede sempre ao homem as possibilidades e vantagens que a Inteligência Humana resolve requisitar à Sabedoria Divina. Por isso mesmo, as calamidades que surjam nos caminhos da evolução no mundo, não ocorrem obviamente, sob a responsabilidade de Deus.

André Luiz por
Francisco Cândido Xavier
Livro "Buscas e Acharás"

Desastres e Calamidades



CALAMIDADES


Com freqüência regular a Terra se faz visitada por catástrofes diversas que deixam rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens.

Conseqüência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que se revestem.

Cataclismos sísmicos e revoluções geológicas que irrompem voluptuosos em forma de terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, obedecem ao impositivo das adaptações, acomodações e estruturação das diversas camadas da Terra; no seu trânsito de "mundo expiatório" para "regenerador" .

Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à elevação.

Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira, em contínua intoxicação.

Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção de vidas, arrebatadas coletivamente, deixando marcas de difícil remoção, que se insculpem no caráter, na mente e nos corpos das criaturas.

Algumas outras calamidades como as pestes, os incêndios, os desastres de alto porte são resultantes do atraso moral e intelectual dos habitantes do planeta, que, no entanto, lhes constituem desafios, que de futuro podem remover ou deles precatar-se. (À véspera havia irrompido, em São Paulo, o incêndio do Edificio Joelma, que arrebatou mais de 170 vidas e revelou alguns heróis. Descrito e analisado no livro Éramos seis)

As endemias e epidemias que varriam o planeta no passado, continuamente, com danos incalculáveis, em grande parte são, hoje, capítulo superado, graças às admiráveis conquistas decorrentes da "revolução tecnológica" e da abnegação de inúmeros cientistas que se sacrificaram para a salvação das coletividades. Muitas outras que ainda constituem verdadeiras catástofres, caminham para oportunas vitórias do engenho e da perseverança humana.

Há, também, aquelas resultantes da imprevidência, da invigilância, por meio das quais o homem irresponsável se autopune, mediante os rigores dos sofrimentos decorrentes das desencarnações precipitadas, através de violentos sinistros e funestas ocorrências ...

Pareceriam desnecessárias as aflições coletivas que arrebatam justos e injustos, bons e maus, se olhados os saldos precipitadamente. Conveniente, todavia, refletir quanto à justeza das leis divinas que recorrem a métodos purificadores e liberativos, de que os infratores e defraudadores das Leis e da Ordem não se podem furtar ou evitar.

Comparsas de hediondas chacinas; grupos de vândalos que se aliciam na desordem e usurpação; maltas de inveterados agressores que se indentificam em matanças e destruições; corsários e marinhagens desvairados em acumpliciamentos para pilhagens criminosas; soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora, que se refestela, brutal, na inocência imolada selvagemente; incendiários contumazes de lares e celeiros, em hordas nefastas e contínuas; bandos bárbaros de exterminadores, que tudo assolam por onde passam; cúmplices e seviciadores de vítimas inermes que lhes padecem as constrições danosas; pesquisadores e cientistas impenitentes, empedernidos pelas incessantes experiências macabras de que se nutrem em agrupamentos frios; legisladores sádicos e injustos que se desforçam nas gerações débeis que esmagam; conquistadores arbitrários, carniceiros, que subjugam cidades nobres, tornando suas vítimas cadáveres insepultos, enquanto se banqueteiam em sangue e estupor; mentes vinculadas entre si por estranhas amarras de ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões, são reunidos novamente em vidas futuras, atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente e consideravam impedimentos à sua ferocidade e barbaria, vandalismo e estroinice, a fim de que se reajustem, no concerto Cósmico da Vida, servindo também de escarmento para os demais, que, não obstante se comovem ante as desgraças que os surpreendem, cobrando-lhes as graves dívidas, prosseguem, atônitos e desregrados, em atitudes infelizes sem que lhes hajam constituído lições valiosas, capazes de converter-se em motivo de transformação interior.

Construtores gananciosos que se fazem instrumento para cobranças negativas, maquinistas e condutores de veículos displicentes, que favorecem tragédias volumosas, homens que vendem a honradez e sabem que determinadas calamidades têm origem nas suas mentes e mãos, embora ignorados pela Justiça humana não se furtarão à Consciência Divina neles mesmos insculpida, que lhes exigirá retorno ao proscênio em que se fizeram criminosos ignorados para tornarem-se heróis, salvando outros e perecendo, como necessidade purificadora de que se alçarão, depois, à paz.

Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes significam justiça integral que se realiza.

Enquanto o egoísmo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a Humanidade provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício.

Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais injunções redentoras.

Não bastassem as legítimas concessões do ajustamento espiritual, as calamidades fazem que os homens recordem o poder indômito de forças superiores que os levam a ajustar-se à sua pequenez e emular-se para o crescimento que lhes acena.

Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade santificante e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retomando ditoso à Pátria da ventura.

Joanna de Ângelis

Tu e Alguém - Andre Luíz


- Alguém falou mal de ti?
Perdoa. 
E além de perdoar, aproveita a lição: quem sabe foi dito algo de verdadeiro que merece ser analisado para ser corrigido?

- Alguém te feriu?
Abençoa esse alguém. 
Se agiu assim não sabe o que fez: quem pode atirar a primeira pedra?

- Propalas o mal que alguém te fez?
Disciplina-te. 
Nunca mais faças isso: olvidar o mal é o princípio do bem de que todos necessitamos. 

- Demonstras mágoa reprovativa para com alguém?
Domina-te. 
Não lhe dês satisfações prejudiciais. Ajuda a esse alguém e passa adiante exemplificando o amor fraternal. 

- Tens insônia ruminando mentalmente o caso que te aborrece?
Vigia. 
Pensa o menos possível no mal que outrem te fez: quem estende o sofrimento alheio recebe sempre sofrimento maior. 

- Não cogitas de reconciliação?
Pondera. 
Concilia-te na primeira oportunidade, com todos aqueles que te ofenderam, mostrando a iniciativa da boa vontade sem orgulho que te ensombre e sem bajulação que te avilte. 

- Dizes perdoar e não queres mais ver os que te feririam?
Reconsidera. 
Perdoemos não só com os sentimentos mas também com as ações transformando-nos em colaboradores, ainda que ocultos e indiretos, da felicidade e da paz de quantos se levantam por nossos adversários. 

- Queres esquecer sem perdoar?
Reflete. 
Perdoa incondicionalmente aqui e agora: uma restrição que imponhas é nuvem para o futuro cujos pormenores desconhecemos. 

- Afirmas que perdoarás amanhã?
Medita. 
Perdoa tão depressa quanto possível, aproveitando o dia que passa e ainda esta noite o teu sono será mais tranqüilo. 

- Não te sentes com força de perdoar?
Ora. 
A Providência Divina dar-te-á energias novas com que possas plantar humildade no coração e maturidade no espírito. 

- Mentalizas a vingança?
Repara.
O ódio é suplício que impomos a nós próprios; perdão é alegria e amizade que partem de nós para fortalecimento da alegria e da amizade no mundo inteiro. 

- Alguém não te entende a mensagem de reaproximação e bondade?
Acalma-te. 
Se esse alguém permanece inabordável e irredutível, asserena a consciência e aguarda confiante, servindo quanto puderes, na certeza de que estarás junto desse alguém ao lado do amor infinito de Deus, que auxilia e espera sempre.


pelo Espírito André Luiz 
Do livro: Sol nas Almas

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Pai Nosso - Narrado por Nicete Bruno










Pai Nosso, que estais  no céu, na terra, em todos os mundos espirituais, santificado e bendito seja sempre o Vosso Nome, mesmo quando a dor e a desilusão ferirem nosso coração. Bendito sejas! O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Pai, dai-nos o pão que revigora as forças físicas, mas dai-nos também o pão para o espírito. Perdoai as nossas dívidas, mas ensinai-nos antes a merecer o vosso perdão, perdoando aqueles que tripudiam sobre nossas dores, espezinham nossos corações e destróem nossas ilusões. Que possamos perdoá-los, não com os lábios, e sim com o coração. Afastai do nosso caminho todo sentimento contrário à caridade. Que este Pai Nosso seja dadivoso para todos aqueles que sofrem como espíritos encarnados ou desencarnados. Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres, onde alguns sofrem merecidamente, mas outros pelo erro judiciário. Que vá até os hospícios, iluminando esses cérebros conturbados. Que vá aos hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo da palavra amiga. Que estes que neste momento transpõe o pórtico da vida terrena para a espiritual, tenham um guia e Vosso perdão. Que este Pai Nosso vá até os lupanares e erga estas pobres infelizes que ali foram tangidas pela fome, dando-lhes o apoio e a fé. Que vá até o seio da terra, onde o mineiro está exposto ao fogo do grisu. Que ele, findo o dia, possa voltar ao seio de sua família. Tende piedade dos órfãos e viúvas; daqueles que até esta hora não tiveram uma côdea de pão. Tende compaixão dos navegadores dos ares; dos que lutam com os vendavais no meio do mar bravio. Tende piedade da mulher que abre os olhos do ser à vida. Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das Nações, para que evitem a guerra e cultivem a paz. Que a paz e a harmonia do bem fiquem entre nós e estejam com todos. Assim seja.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Gratidão



Gratidão: não esquecer de quem te deu apoio e acreditou em você quando "estava por baixo".

Para entender o que é gratidão é preciso começar pensando em memória. Jamais deixe ir para o esquecimento o que é nobre e positivo.

Não conseguimos ocupar nossa mente com muitas coisas. Por isto, temos sempre que escolher o que dar FOCO.

A maioria das pessoas estão acostumadas a dar foco e manter na consciência o que é negativo.

Para mudar este costume é necessário muito esforço. O primeiro esforço é: não vou esquecer o que é nobre, bom e positivo.

O segundo é agir. Sempre faça com que o que for positivo GERE outro positivo.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Em ação evangélica




Em ação evangélica

Emmanuel - Francisco Cândido Xavier

Mensagem extraída do livro "Passos da Vida"


Caso o livro repousasse indefinidamente na prateleira, o esforço do escritor teria sido inútil.

Se todo carro estivesse tão-somente destinado a enfeitar a residência, a industria automobilística desceria a estaca zero.

Quando o titulo acadêmico estiver arquivado, sem atividade que corresponda ás habilitações que ele oferta, o educandário terá funcionado em vão.

Nenhuma comunidade levanta navios unicamente para dar espetáculos de grandeza, e sim para valorizar a navegação e engrandecê-la nos perigos do mar; outrossim, não assalaria bombeiros nem lhes administra instrução para que eles apenas anotem a presença ou os estragos do fogo, mas sim para que extingam as forças desencadeadas do incêndio, ás vezes, com riscos da própria vida.

Assim também, nós, em ação evangélica.

O Senhor não nos chamou para exercer o papel de censores de Sua 
obra. Se lhe aceitaste o convite para colaborar na seara do amor e luz do Reino de Deus, recorda que fomos engajados, com a permissão d'Ele, nas fileiras do bem, para compreender e abençoar, trabalhar e servir.






Reforma Intima






Reforma Intima



Afonso Rubem Nunes/Expedito Luiz Leão

Somente o amor nos poderá permitir a libertação dos defeitos, vícios e imperfeições que nos acompanham de priscas eras. O amor, sim, mas o amor em movimento: a caridade.

Somente o amor em ação nos poderá abrir a porta da salvação. Através da caridade, a pouco e pouco, iremos vencendo o nosso egoísmo e o nosso orgulho, causas dos nossos insucessos e fracassos e mantenedores de nossa permanência nas trevas e descaminhos da vida. Entretanto, se começarmos a exercitar o amor, timidamente que seja, devagar iremos trabalhando a nossa reforma interior. Temos muito que aprender, muito a corrigir e muito que realizar para podermos iniciar a nossa redenção.

O nosso passado grita dentro de nós, clamando por correção. Nossas tendências, no entanto, ainda nos prendem a esse passado, trazendo-o para o presente, nessa repetição intérmina de erros e desacertos. Se, por alguns instantes, surge em nós a idéia de renovação, no tempo maior, nosso orgulho sufoca novamente, eliminando-a e alimentando os pendores antigos; por isso mesmo a necessidade da vigilância e da prece. Vigiemo-nos e oremos. Supliquemos ao Pai das Bênçãos a bênção da humildade; sem ela, não teremos condições de nos conhecer, e sem nos conhecermos, jamais nos modificaremos. Humildes, começaremos a conhecer os nossos defeitos. Conhecendo-os, certamente que iniciaremos a nossa modificação, mesmo que o façamos timidamente a princípio. Bem sabemos que somos nós próprios a causa do nosso insucesso na retomada de um novo rumo. Se ainda não vencemos, foi porque não nos sentimos suficientemente esclarecidos e fortes o bastante para começarmos a grande luta de nossa vida: a da nossa redenção.

Nossa vida tem sido um pervagar pelos caminhos da sombra. Ainda somos das sombras, por isso a luz nos aborrece. Entretanto, fomos criados luz para vivermos na Luz e nos fazemos trevas para vivermos nas Trevas. “Amaram mais as trevas...”

A luta será grande, se quisermos realmente nos transformar em novas criaturas. E precisamos fazê-lo. A batalha será renhida. Não podemos adia-la mais.Precisamos iniciá-la agora.

Analisemo-nos; muito e detidamente. Comecemos a reforma ou substituição dos defeitos menores, deixando os mais sérios por último. Defeitos menores serão certamente aqueles que nos prejudiquem a nós mesmos, que somente a nós prejudiquem. Por último, aqueles que nos levam a prejudicar mais os outros. Expliquemos: somos ainda muito fracos para combatermos os mais sérios. Se, no entanto, superar os menores, do menor ao maior, em pouco tempo esses defeitos serão substituídos ou vencidos e, enquanto estivermos entretidos em superar os defeitos menores, não teremos tempo para prejudicar a ninguém, pois estaremos absorvidos na eliminação de nossas deficiências. Quando nos vitoriarmos sobre essas deficiências, teremos condições de começar a luta maior de nossa vida, qual seja a de eliminarmos de vez as nossas más tendências, nossos pendores ruins, as nossas paixões malévolas, porque a nossa atenção não será mais distraída por defeitos menores. Ademais, se não tivermos a força para a superação do menor, como suplantaremos o mais sério?

Necessitamos começar já a nossa batalha. O tempo urge, é verdade! Mas é igualmente verdade que ainda temos tempo suficiente para a nossa transformação interior.

Hoje nos encontramos no que vulgarmente se chama a “encruzilhada do destino”.

É o momento de decisão. E decisão exige ação. Ninguém será capaz de permanecer inerte, inerme na hora presente. Nessa “encruzilhada do destino”, teremos que escolher o caminho a seguir. Sabemos que, até hoje, seguimos sempre o caminho das nossas tendências. Agora, também será assim. Daí a necessidade da substituição de valores, a fim de substituirmos os pendores, transformando-os de maus em bons. Se não nos modificarmos, seguiremos o caminho que as tendências indicarem, mas não ficaremos parados.

Aceitemos este fato: vivemos momentos decisivos na história da Terra e de sua humanidade. Logo, nossas decisões terão de ser rápidas e sábias, para sermos capazes de tomar a decisão certa.

A nossa missão, no entanto, nos exige uma tomada de posição bem diferente da maioria do gênero humano, em face do nosso grande endividamento. Embora defeituosos, como o somos, teremos de nos corrigir em serviço, porque para nós já não haverá tempo para, sozinhos, nos preocuparmos tão-somente conosco. Teremos de nos preocupar primeiramente com os outros, os que estão sofrendo ao nosso lado e que, quase sempre, fazem parte do grande contingente humano de vítimas de nossa maldade. Assim, a nossa missão, hoje, será a de nos preocuparmos, primeira e exclusivamente, com os outros, para, nos momentos de descanso, nos preocuparmos conosco. Dessa forma, não apenas refaremos o que erramos, como ainda deixaremos de pensar nós, vencendo, a pouco e pouco, o egoísmo e a presunção de nos julgarmos os melhores. Bem ao contrário do passado: primeiro nós, depois os outros.

O tempo do sofrimento maior chegou. A Terra toda sofre; sofrerá mais. E o Brasil não ficará fora. A desarrumação é geral, para que, em seguida, as nações se organizem em melhores condições, suficientemente preparadas para participarem do surgimento do novo mundo, da nova Terra. “Haverá novos Céus, nova Terra”. Aproveitemos o momento que passa para nos prepararmos para essa grande luta de nossa libertação. Seremos convidados, estamos sendo convidados a participar de estudos e de atividades socorristas. Através dessas atividades assistenciais espirituais, realizaremos a nossa libertação, na justa medida em que participarmos da libertação de nosso semelhante. Na maioria das vezes, o nosso assistido de hoje foi, no passado o nosso grande prejudicado. Muitas vezes, ajudando o semelhante, estaremos tão-somente nos reajustando com ele. Em pouquíssimas ocasiões ajudamos a quem não prejudicamos.

Aproveitemos a hora e transformemo-nos em novas criaturas, porque o momento é hoje, a hora é agora.

Que o Pai das Bênçãos nos abençoe, ilumine os nossos caminhos e nos conduza à libertação. Assim seja.






sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Medo de Amar



MEDO DE AMAR

A insegurança emocional responde pelo medo de amar.
Como o amor constitui um grande desafio para o Self, o indivíduo enfermiço, de conduta transtornada, inquieto, ambicioso, vítima do egotismo, evita amar, a fim de não se desequipar dos instrumentos nos quais
oculta a debilidade afetiva, agredindo ou escamotean¬do-se em disfarces variados.
O amor é mecanismo de libertação do ser, median¬te o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e men¬tais, sob os quais o ego se esconde.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambi¬ções imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal con¬quista fosse resultado de determinados condicionamen¬tos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.
Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela proje¬ção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se uti¬lizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a clarida¬de alheia.
Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmen¬te sedentos de amor real.
O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos. Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, mediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar. Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.
O amor resulta da emoção, que pode ser definida
como uma reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de concentração penosa ou agradável, do pon¬to de vista psicológico. Também pode ser definida como o movimento emergente de um estado de excitamen¬to de prazer ou dor.
Como conseqüência, o amor sempre se direciona àqueles que são simpáticos entre si e com os quais se pode manter um relacionamento agradável. Este con¬ceito, porém, se restringe à exigência do amor que se expressa pela emoção física, transformando-se em pra¬zer sensual.
Sob outro aspecto, háo amor profundo, não neces¬sariamente correspondido, mas feito de respeito e de carinho pelo indivíduo, por uma obra de arte, por algo da Natureza, pelo ideal, pela conquista de alguma coi¬sa superior ou transcendente, para cujo logro se empe¬nham todas as forças disponíveis, em expectativa de um prazer remoto a alcançar.
As experiências positivas desenvolvem os senti¬mentos de afetividade e de carinho, as desagradáveis propÕem uma postura de reserva ou que se faz caute¬losa, quando não se apresenta negativa.
No medo de amar, estão definidos os traumas de infância, cujos reflexos se apresentam em relação às demais pessoas como projeções dos tormentos so¬fridos naquele período. Também pode resultar de insatisfação pessoal, em conflito de comportamento por imaturidade psicológica, ou reminiscência de so¬frimentos, ou nos seus usos indevidos em reencar¬nações transatas.
De alguma forma, no amor, há uma natural neces¬sidade de aproximação física, de contato e de contigüi¬dade com a pessoa querida.
Quando se é carente, essa necessidade torna-se tor¬mentosa, deixando de expressar o amor real para tor¬nar-se desejo de prazer imediato, consumidor. Se for estabelecida uma dependência emocional, logo o amor se transforma e torna-se um tipo de ansiedade que se confunde com o verdadeiro sentimento. Eis porque, muitas vezes, quando alguém diz com aflição eu o amo, está tentando dizer eu necessito de você, que são sen¬timentos muito diferentes.
O amor condicional, dependente, imana uma pes¬soa à outra, ao invés de libertá-la.
Quando não existe essa liberdade, o significado do eu o amo, o transforma na exigência de você me deve amar, impondo uma resposta de sentimento inexisten¬te no outro.
O medo de amar também tem origem no receio de não merecer ser amado, o que constitui um complexo de inferioridade.
Todas as pessoas são carentes de amor e dele cre¬doras, mesmo quando não possuam recursos hábeis para consegui-lo. Mas sempre haverá alguém que este¬ja disposto a expandir o seu sentimento de amor, sintonizando com outros, também portadores de necessi¬dades afetivas.
O medo, pois, de amar, pelo receio de manter um compromisso sério, deve ser substituído pela busca da afetividade, que se inicia na amizade e termina no amor pleno. Tal sentimento é agradável pela oportunidade de expandir-se, ampliando os horizontes de quem de¬seja amigos e torna-se companheiro, desenvolvendo a emoção do prazer pelo relacionamento desinteressado, que se vai alterando até se transformar em amor legítimo.
Indispensável, portanto, superar o conflito do medo de amar, iniciando-se no esforço de afeiçoar-se a outrem, não gerando dependência, nem impondo condições.
Somente assim a vida adquire sentido psicológico e o sentimento de amor domina o ser.
Joanna de Angelis


Nostalgia e Depressão






NOSTALGIA E DEPRESSÃO

As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.
O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando se sente livre.
Vitimado pela insegurança e pelo arrependimen¬to, torna-se joguete da nostalgia e da depressão, per¬dendo a liberdade de movimentos, de ação e de as¬piração, face ao estado sombrio em que se homizia.
A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de exis¬tências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser, lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.
Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem estados nos¬tálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente natu¬rais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia, ge¬rando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no com¬portamento emocional.
A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.
Esse deperecimento emocional, faz-se também corporal, já que se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.
A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem per¬manecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acre¬ditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracte¬riza a gravidade do transtorno emocional.
Tenha-se em mente um instrumento qualquer. Quando harmonizado, com as peças ajustadas, pro¬duz, sendo utilizado com precisão na função que lhe diz respeito. Quando apresenta qualquer irregulari¬dade mecânica, perde a qualidade operacional. Se a deficiência é grave, apresentando-se em alguma peça relevante, para nada mais serve.
Do mesmo modo, a depressão tem a sua reper¬cussão orgânica ou vice-versa. Um equipamento de¬sorganizado não pode produzir como seria de dese-jar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emo¬cionais irregulares, tanto quanto esses produzem sen¬sações e enarmonias perturbadoras na conduta psi¬cológica.
No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido existencial, atividades que estimulavam àluta, realizações que eram motivadoras para o sen¬tido da vida.
À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se encontre em um lugar onde não está a sua realidade. Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de depressivos pode con¬servar a rotina da vida, embora sob expressivo es¬forço, acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por muito tempo.
Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia, an¬siedade, já que esse oscilar da normalidade é carac-terística dela mesma. Todavia, quando tais ocorrên¬cias produzem infelicidade, apresentando-se como
verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos os seus elementos.
A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os níveis da personalidade humana: cor¬po e mente.
O som provém do instrumento. O que ao segun¬do afeta, reflete-se no primeiro, na sua qualidade de exteriorização.
Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se — tristezas, incertezas, medos, ciúmes, ansiedades contribuem para estados nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à me¬dida que sejam liberados, deixando a área psicológi¬ca em que se refugiam e libertando-a da carga emo¬cional perturbadora.
Toda castração, toda repressão produz efeitos de¬vastadores no comportamento emocional, dando campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.
É imprescindível, portanto, que o paciente en¬tre em contato com o seu conflito, que o libere, desse modo superando o estado depressivo.
Noutras vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência indiferente diante das desgra¬ças próprias ou alheias, um falso estoicismo contri¬buem para que o fechar-se em si mesmo, se transfor¬me em um permanente estado de depressão, por negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor dos outros.
Diante de alguém que realmente se interesse pelo seu problema, o paciente pode experimentar uma explosão de lágrimas, todavia, se não estiver inte
ressado profundamente em desembaraçar-se da cou¬raça retentiva, fechando-se outra vez para prosse¬guir na atitude estóica em que se apraz, negando o mundo e as ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no transtorno depressivo.
Nem sempre a depressão se expressará de for¬ma autodestrutiva, mas com estado de coração pe¬sado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.
Para que se logre prosseguir, é comum ao paci¬ente a adoção de uma atitude de rigidez, de deter¬minação e desinteresse pela sua vida interna, afive-lando uma máscara ao rosto, que se apresenta pati¬bular, e podem ser percebidas no corpo essas deci¬sões em forma de rigidez, falta de movimentos har¬mônicos...
Ainda podemos relacionar como psicogênese de alguns estados depressivos com impulsos suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega, considerando-se um fracasso na sua condição, masculina ou femini¬na, determinando-se por não continuar a existência. A situação se torna mais grave, quando se acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e lhe parece que não conseguiu o que anelava, não se havendo realizado em tal ou qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá gênese a estado de¬pressivo com indução ao suicídio.
Esse sentimento de fracasso, de impossibilida¬de de êxito pode, também, originar-se em alguma agressão ou rejeição na infância, por parte do pai ou da mãe, criando uma negação pelo corpo ou por si mesmo, e, quando de causa sexual, perturbando completamente o amadurecimento e a expressão da libido.
Nesse capítulo, anotamos a forte incidência de fenômenos obsessivos, que podem desencadear o processo depressivo, abrindo espaço para o suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno psicótiço, dire¬cionando o paciente para a etapa trágica da autodes¬truição.
Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbi¬os, é de relevante importância para o enfermo con¬siderar que não é doente, mas que se encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomisera¬ção, nem autopunição para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequi¬líbrio, mesmo que sob a terapia de neurolépticos.
O encontro com a consciência, através de avali¬ação das possibilidades que se desenham para o ser, no seu processo evolutivo, tem valor primacial, por¬que liberta-o da fixação da idéia depressiva, da au¬tocompaixão, facultando campo para a renovação mental e a ação construtora.
Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos corporais, revitalizando os anéis e pro¬porcionando estímulos físicos, contribui de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de força.
Naturalmente, quando o processo se instala —nostalgia que conduz à depressão — a terapia bioe¬nergética (Reich, como também a espírita), a logote-rapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se fazem in-dispensáveis.
A eleição do recurso terapêutico deve ser feita pelo paciente, se dispuser da necessária lucidez para tanto, ou a dos familiares, com melhor juízo, a fim de evitar danos compreensíveis, os quais, ocorren¬do, geram mais complexidades e dificuldades de re¬cuperação.
Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a criação de uma psicosfera saudável em torno do paciente, a mudança de fatores psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem va¬liosos recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.
O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para o autocrescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.


Do livro:Amor ,imbatível Amor(Divaldo Pereira Franco),Espírito-Joanna de Angelis.





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