No Reino da Palavra...

- Não grite.
Não permita que o seu modo de falar se
transforme em agressão.

- Conserve a calma.
Ao falar, evite comentários ou imagens
contrárias ao bem.

- Evite a maledicência.
Trazer assuntos infelizes à conversação,
lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar
a poeira de caminhos já superados,
complicando paisagens alheias.

- Abstenha-se de todo adjetivo desagradável
para pessoas, coisas e circunstâncias.
Atacar alguém será destruir hoje o nosso
provável benfeitor de amanhã.

- Use a imaginação sem excesso.
Não exageres sintomas ou deficiências
com os fracos ou doentes, porque isso viria
fazê-los mais doentes e mais fracos.

- Responda serenamente em toda questão difícil.
Na base da esperança e bondade,
não existe quem não possa ajudar conversando.

- Guarde uma frase sorridente e amiga para
toda situação inevitável.
Da mente aos lábios, temos um trajeto
controlável para as nossas manifestações.

- Fuja a comparações, a fim de que seu
verbo não venha a ferir.
Por isso, tão logo a idéia negativa nos alcance
a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento
pode ser substituído, de imediato, no silêncio
do espírito, mas a palavra solta é sempre um
instrumento ativo em circulação.

Recorde que Jesus legou o Evangelho,
exemplificando, mas conversando também.
ANDRÉ LUIZ



Distribui sorrisos e palavras de amor aos irmãos algemados a
rudes provas como se os visses falando por teus lábios, e
atravessarás os dias de tristeza ou de angústia com a luz da
esperança no coração, caminhando, em rumo certo, para o
reencontro feliz com todos eles, nas bênçãos de Jesus, em plena
imortalidade.

(Emmanuel).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Adversário Íntimo





ADVERSÁRIO ÍNTIMO


Jesus e Kardec, cada um na própria dimensão histórica, tiveram opositores implacáveis.

Jesus foi atacado pelos saduceus. Kardec, pelos materialistas.

Jesus foi perseguido pelos sacerdotes. Kardec, pelos religiosos intolerantes.

Jesus foi injuriado pelos escribas. Kardec, pelos teólogos.

Jesus foi ameaçado pelos fariseus. Kardec, pelos fanáticos.

Jesus foi desafiado pelos doutores da Lei. Kardec, pelos mestres da ciência.

Jesus foi incompreendido pelos sábios. Kardec, pelos intelectuais.

Jesus foi hostilizado nas sinagogas. Kardec, nos púlpitos.

Jesus foi torturado com espinhos. Kardec, com agressões morais.

Jesus foi injustiçado pelos juízes. Kardec, pelos críticos.

Jesus foi crucificado à vista de todos. Kardec teve as obras queimadas em público.

O Mestre da Boa Nova e o Professor da Nova Revelação colheram adversários declarados, durante a missão sublime de anunciar e restabelecer as verdades divinas.

De nossa parte, guardemos vigilância e fidelidade aos ideais, para que não nos transformemos, por negligência ou arrogância, em adversários íntimos da causa que abraçamos, recordando que Jesus foi traído pelo discípulo do Evangelho e Kardec tem sido negado por aqueles que mais dizem honrar a Codificação Espírita.


André Luiz (espírito), psicografia de Antônio Baduy Filho. Livro: Vivendo o Evangelho, vol. 1.




A Primeira Pedra




A PRIMEIRA PEDRA 

Há, sim, muitos companheiros errados. 
Ninguém nega. 
Esse, que te protegia a confiança, desabou, à maneira de tronco pesado, sobre a plantação, ainda frágil, 
de tua fé. 
O outro, que te parecia invulnerável no desassombro, acovardou-se e fugiu. 
Conheceste os que pregavam generosidade, agarrando-se à avareza, e notaste os que falavam em 
virtude, a tombarem no vício. 
Situavas a fonte do consolo em vários amigos, que acabaram no desespero e recolhias orientações de 
outros tantos, que se afundaram na corrente das sombras, quais barcos a matroca. 
Em muitos casos, trocaste entusiasmo por desalento e admiração por repugnância. 
Diante de semelhantes problemas, é natural te sintas entre a mágoa e a revolta. 
No entanto, entra no santuário de ti mesmo procurando compreender a nossa obrigação de auxiliar e 
servir, e reflete nas exigências de evolução. 
Coloca-te no lugar da criatura em dificuldade e enumera quantas vezes tenssido providencialmente 
auxiliado, para não caíres em tentação. 
Medita nas horas em que os pensamentos infelizes te dominam a alma; nos momentos em que tropeças 
e cais; nas ocasiões em que te enganas e sofres; nos instantes em que lastimas as faltas que não desejarias 
cometer; e se te sentes longe da possibilidade de errar e integralmente livre de todaculpa, poderás, então, 
ouvir, de novo, a lição de Jesus e atirar a primeira pedra. 
EMMANUEL.




Fluidos dos Pensamentos, Miasmas e Larvas Astrais



FLUIDOS DO PENSAMENTO, MIASMAS E LARVAS ASTRAIS

Nossos pensamentos são também fluidos que emanamos pela força mental que vezes carregam nossas emoções e assim, lançadas no espaço acabam criando as chamadas formas pensamento.

As formas pensamento por nós emitidas são capazes de alcançar pessoas, lugares, animais; costumamos ouvir que as preces emitem energia de amparo e amor a quem se destina e é acertada a afirmação.

Pois há uma ligação formada pelo pensamento e a pessoa a que se destina, de forma consciente.

Quando, por pensamento desejamos que alguém se saia bem em suas atividades (entrevistas, novo emprego, desejos de melhora e saúde, e refazimento,etc) estamos sim emanando energias que se tranformam em formas pensamento(com um emissor e um receptor).

Se o pensamento for negativo o mesmo ocorre e também formam e enviam ao receptor as formas pensamentos do emissor (inveja, raiva, preconceitos,etc) sendo muito comum observarmos que muitos chamam de "mau olhado" o efeito das formas pensamentos criadas.

Observa-se que estas formas pensamentos são além de energias, energias plásticas; pois quando geradas se plastificam em formatos (formas) variados e correspondentes ao tipo de pensamento emanado.

Se forem positivas de fato sentimos suas boas vibrações independente do fator tempo/espaço; se são negativas percebemos ou captamos as vibrações da mesma maneira e podemos percebe-las (já se sentiu mal estando ao lado de alguma pessoa ou lugar? ou quando comenta sobre determinados assuntos?)

Todas essas sensações se dão de acordo com a energia que se emana, reflita aqui, neste ponto sobre sí mesmo, seus pensamentos e o que emana, pois o que emana também atrai na faixa das sintonias. Assim



Formas pensamento ou fluidos (escreve-se e lê-se fluido e não fluído) partem do pensamento e plastificando-se se tornam miasmas, estes de acordo sempre com a fonte (boa ou não).

Miasmas podem afetar nossa psicosfera (ou aura) por ser uma emanação eletromagnética, capaz de alterar nosso padrão psíquico, nosso estado emocional e físico do momento.

Se estes miasmas forem miasmas deletérios (fluidos negativos) a energia poderá, de acordo com o estado em que nos encontramos, nos acercar e perturbar. Influenciando-nos aos maus pensamentos e atingindo não somente a nós como ao ambiente, carregando-o de negatividade.

Para que tal cenário não aconteça devemos estar conscientes de nossos próprios pensamentos e equilibrados com energias boas (nossos bons atos, bons pensamentos, orações servem de bloqueio para as más energias pois vibram em outra faixa, nos distanciando dos efeitos das faixas vibracionais mais baixas ou densas).

O Evangelho no Lar, feito constantemente acaba gerando um bloqueio das formas pensamentos emitidas por outros quando nocivas; por questão de afinidade são formadas barreiras de proteção, em que nossos amigos espirituais nos auxiliam a criar para nosso próprio bem.

Outra possibilidade existente é a formação das chamadas larvas astrais. Neste caso a viciação do pensamento negativo (não um simples pensamento negativo,mas um pensamento negativo constante alimentado) são capazes de criá-las.Daí os efeitos são mais nocivos, quem se interessar poderá encontrar material na internet.

Escolhi um para o post para exemplificar, a partir da transcrição do livro pscicografado por Chico Xavier pelo espírito André Luiz, postado no forumespirita.net:

Para entender como surgem as larvas astrais vamos continuar com o que diz o instrutor Alexandre a André Luiz, no capítulo 4 do livro Missionários da Luz: "Você não ignora que, no círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido. ... Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à carne transitória? Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? No campo infinitesimal, as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente. André, meu amigo, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente."

Ainda no mesmo capítulo, Alexandre continua: "Primeiramente a semeadura, depois a colheita; ... Não tenha dúvida. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e conseqüências de infinitas expressões. E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emissão das forças que lança em circulação nas coerentes da vida. A cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleça ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível. ... Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são conseqüentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa."

Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espirituais de toda sorte, pela repetição contínua de uma mesma conduta, física e/ ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determinadas regiões do organismo, as quais se organizam na forma de colônias de microorganismos astrais.

As conseqüências são as mais variadas, podendo ir desde problemas físicos, graves ou não, até perturbações espirituais que, se não combatidas a tempo, podem se transformar em sérios distúrbios psíquicos, acarretando sérias complicações para o encarnado, nesta vida e nas próximas. Larvas astrais são bastante "aderentes" e se multiplicam com muita facilidade, bastando, para isso, que se lhes ofereçam as mínimas condições mentais e energéticas.

Dependendo da extensão do problema, serão necessárias muitas aplicações energéticas para limpeza, desinfecção e re-harmonização da região afetada, o que pode exigir a atuação de vários aplicadores, em várias sessões, para que estas colônias sejam enfraquecidas e não possam mais se expandir, vindo a desaparecer. Mas, como em qualquer tratamento físico, a colaboração do "paciente" é imprescindível, uma vez que estas larvas são criadas e alimentadas pelas energias geradas pelos seus próprios pensamentos e sentimentos. Assim, além das aplicações energéticas, é necessário que se oriente e conscientize a pessoa sobre como e porque mudar os seus hábitos mentais e as suas atitudes, garantindo que ela mesma não mais oferecerá condições para que estas larvas se instalem e espalhem.

Se larvas astrais são criações mentais, geradas a partir de pensamentos e sentimentos desequilibrados, a prevenção se faz, também aqui, pelo equilíbrio e o controle do que pensamos e sentimos. Não há outro meio. Como já dito muitas vezes, sintonia é a "alma" do universo. Tudo funciona segundo as suas leis e só viveremos com aquilo que nós mesmos criarmos ou atrairmos a partir do que geramos dentro de nós.


Infalibilidade



Infalibilidade

Filhos, não vos considereis criaturas isentas de erros, para que a compaixão vos inspire na apreciação da conduta alheia.
Todos, a qualquer momento, poderemos cair, equivocados.
Em sua maioria, os adeptos da Doutrina estão longe de ser os missionários que se imaginam, ou que companheiros desavisados f os supõem nas tarefas em que se redimem.
Não vos consintais a idolatria e nem [provoqueis elogios a vosso respeito, suscitando ilusões que muito vos haverão de custar.
Esquecei o passado e, sob qualquer hipótese ou pretexto, fugi de rememorá-lo, principalmente no que tange às vossas ligações afetivas do pretérito.
O esquecimento das vidas que se foram representa uma das maiores dadivas da Lei Divina para o espírito na reencarnação.
Observai as vossas tendências e inclinações no presente e tereis uma ideia aproximada do que fostes e do que fizestes outrora.
Se reparardes um companheiro em queda, em vez de injuriá-lo, procurai socorrê-lo para que se levante e prossiga no desempenho das obrigações que lhe pesam.
Quem escarnece da Humanidade, escar¬nece de si mesmo; quem apedreja o pecador, lança pedras sobre a sua própria imagem...
Feliz de quem já sabe reconsiderar o caminho percorrido e, se necessário, alterar o curso da caminhada.
Quase sempre, os erros que identificais nos outros vos servem apenas de justificativa para os erros que cometestes ou pretendeis cometer,..

Não contemporizeis com o mal que subsiste em vós. Dos outros procurai, única e tão-somente, imitar o que for bom.
Pretender a infalibilidade, vossa ou do próximo, na atual conjuntura evolutiva do espírito humano no Planeta, seria pretender o inexequível.
Filhos, compadecei-vos uns dos outros e não fomenteis discórdias entre vós.
Cada qual se encontra estagiando em um degrau especifico da simbólica escada do conhecimento espiritual, de que as mais diversas religiões não passam de simples representantes na Terra.

BEZERRA DE MENEZES.

Enquanto Houver Amizade




Enquanto Houver Amizade


Um professor perguntou, certa vez, a um de seus alunos qual era o significado da palavra amigo.

O menino não soube, de pronto, responder.

Ficou, por alguns momentos, em silêncio e, por fim, repetiu a palavra amigo separando devagar as sílabas

O professor, porém, insistiu: Vamos! Responda-me. Que significa a palavra amigo?

Ao fim de dois ou três minutos, então, o jovem respondeu:

- Penso que amigo é uma pessoa que nos conhece perfeitamente, sabe da nossa vida e, apesar de tudo, ainda nos quer muito bem!

- Bravo! – exclamou o mestre – eis uma resposta que me parece simples e perfeita! Um dos tesouros mais preciosos na vida é a boa amizade! – terminou dizendo ele com vibração.



“A amizade redobra as alegrias e reparte as penas em duas metades.

A amizade é um raio de sol que ilumina a vida. Não há rosto por mais imperfeito, nem espírito por mais sofredor, que um relâmpago da verdadeira amizade não possa tornar encantador.

A amizade é um sentimento raro; só são capazes de senti-lo aqueles que são capazes de inspirá-lo”.

Eis as palavras do escritor Malba Tahan, elevando à sublimidade este laço bendito que nos une ao próximo.

Talvez apenas a arte, tocada pelo condão da espiritualidade, consiga trazer em versos pronunciáveis, o que a amizade significa para o espírito.



“Pode ser que um dia deixemos de nos falar.

Mas enquanto houver amizade,

Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe.

Mas, se a amizade permanecer,

Um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos.

Mas, se formos amigos de verdade,

A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos.

Mas, se ainda sobrar amizade,

Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe.

Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,

Cada vez de uma forma diferente,

Sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos, e nos lembraremos para sempre”.

* * *

A dádiva de um coração amigo é sempre acolhida com benevolência.

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.

A amizade pura é uma flor que nunca fenece.

Talvez tenha sido por isso que o filósofo francês Voltaire disse:

Todas as glórias deste mundo não valem um amigo fiel.

Quando Perceber a Irritação







QUANDO PERCEBER A IRRITAÇÃO

Meu irmão, não creia em milagre. Procure compreender que cada homem vive, sofre o resultado de sua própria evolução. Para alcançar o equilíbrio é necessário alcançar o autoconhecimento que permite a disciplina pessoal.

Não estrague o seu dia; coragem, o seu mau humor, a sua ira, o seu ódio, não fazem outra coisa senão destruir, criar desolação, angústia, provocando insegurança em todos os que o cercam.

Não esqueça que para vencer a dor o homem precisa conhecer os seus objetivos, saber administrar o seu interior, pois assim fará sublimação com dignidade. A provação aumenta a visão interior, abre os horizontes da alma, liberta o ser.

Mostre a sua boa vontade em qualquer situação. Revele- se, colabore, seja solidário, trabalhe em benefício de todos; guarde a calma, faça a paz, seja sensato.

Intensifique a consciência do bem, estude, pesquise, trabalhe, não reclame, não se deixe amedrontar pelo desânimo; esteja sempre preparado para não perder o sentido inteligente da vida.

O acadêmico da espiritualidade tem certeza de que o exercício do bem se traduz pela luz no espírito, na qual a visão interior amplia os horizontes, elucida, promove grandes transformações.

Na escolaridade da Terra, aquele que compreendeu o seu significado é solidário, respeitoso e justo com o seu igual; está sempre pronto à renúncia do “EU”, portanto sua vida significa dedicação ao trabalho, compreensão, serenidade, esperança, resignação, calma, perdão, amor, paz, humildade, permanente renovação, alegria constante.

O homem que faz autoconhecimento percebe que o silêncio interior é a celebração plena da vida, o encontro do ser com o SER em todo o Universo, dentro de cada um, num processo constante de aprendizado.

Quando você perceber que a irritação está tomando conta de sua pessoa, reaja, procure em seu interior os momentos de alegria vividos, revise os seus ideais, não lastime, caminhe com determinação. A prece e a vigiliatura respondem a todas as questões humanas, são responsáveis pelo equilíbrio.

O homem marca o seu lugar na Terra pela força de seu trabalho, pelo desprendimento, pela renúncia moral, pelo caráter, pela consciência de seus objetivos; a dignidade humana está sempre presente quando a intenção é boa.

Aquele que crê na justiça do Criador é paciente, benigno, aplicado ao bem, caritativo, esperançoso; sabe suportar, esperar, sofrer as provações com altruísmo; reconhece que não há efeito sem causa, tem perene juventude, é feliz sem exigências.






Presidiários da alma





Presidiários da alma

Emmanuel

Quando os companheiros em aflição se aproximem de ti, compadece-te deles, antes de ouvi-los.

Acolhe-os na condição de presidiários da alma, a suportarem conflitos íntimos que talvez desconheças.

Prisioneiros do sofrimento: será essa designação provavelmente a mais adequada para definir a condição dos que buscam socorro, situados nas últimas raias da resistência ao desespero!... 


*

Este enlaçou-se aos problemas da culpa quando se supunha conquistando a felicidade e ignora como reaver a tranquilidade perdida; aquele recusou a provação em que se redimiria e algemou-se a compromissos difíceis de resgatar; outro desperdiçou força e tempo, caindo nas malhas do desgaste orgânico que lhe exige cuidado e conformação; aquele outro tem o espírito encadeado ao frio de um túmulo em que se lhe guardam as derradeiras lembranças de um ente amado!...

Encontrarás os desencorajados e os tristes, os encarcerados em desânimo e azedume e ainda aqueles outros que a rebeldia trancafiou em celas de angústia, a te pedirem amparo e libertação!...

A nenhum desconsideres nem firas com advertências inoportunas.

Recordemos que ninguém se arroja em vulcões de pranto simplesmente porque o deseje.

Os que te cercam, implorando socorro, habitualmente já lutaram o bastante para se conscientizarem quanto à própria situação.

Constrói a ponte da misericórdia entre a fé que te ilumina e a dor dos irmãos que te apresentam o coração ferido e dá-lhes o braço salvador a fim de que se transfiram da treva para a luz.

Quantos se tresmalharam nas estradas do mundo, tantas vezes ludibriados por eles mesmos, não precisam tanto da interferência baseada em nossos recursos de austeridade e conhecimento.

Eles todos esperam de nós, acima de tudo, um gesto de simpatia e urna bênção de amor.

Do cap. 32 do livro Diálogo dos Vivos, de autoria de Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires e Espíritos diversos.

O Sonho de Kardec - Chico Xavier




Em dada passagem do Evangelho, Jesus salientou a responsabilidade maior que cabe a quem conhece o bom caminho.
Ele afirmou que muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado.
A respeito dessa assertiva, narra-se que, certa feita, Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, teve um sonho.
Em pleno processo de elaboração do Espiritismo, foi levado em desdobramento para uma região muito triste do plano espiritual.
Tratava-se de um local nevoento e feio, no qual gemiam milhares de entidades em sofrimento estarrecedor.
Ouviam-se soluços de aflição, gritos de cólera e gargalhadas de loucura.
Atônito, Kardec lembrou dos tiranos da História.
Então, inquiriu à entidade luminosa que o acompanhava:
Encontram-se aqui os crucificadores de Jesus?
O guia lhe esclareceu que nenhum deles lá estava.
Disse que, embora responsáveis, eles desconheciam, na essência, o mal que praticavam.
O próprio Cristo os havia auxiliado a se desembaraçarem do remorso.
Conseguira-lhes abençoadas reencarnações, nas quais se resgataram perante a lei.
Kardec imediatamente pensou nos imperadores romanos.
Mas também eles ali não se encontravam.
O anjo lhe disse que homens como Tibério e Calígula não possuíam a mínima noção de espiritualidade.
Alguns deles, depois de estágios regenerativos na Terra, já se haviam elevado a esferas superiores.
Outros ainda se demoravam na Terra, mas já à beira da redenção.
Diante dessa resposta, o codificador aventou a possibilidade de estarem ali os algozes dos primitivos cristãos.
A resposta também foi negativa.
Embora esses carrascos possuíssem algumas tintas de civilização, eram homens e mulheres quase selvagens.
Todos tinham sido encaminhados à reencarnação, para adquirirem instrução e entendimento.
Os conquistadores da Antiguidade, como Átila e Gengis Khan, foram a próxima aposta de Kardec.
Contudo, a entidade luminosa lhe afirmou que também esses já se encontravam no bom caminho.
Como erraram, em plena ignorância das realidades do Espírito, sua responsabilidade era menor.
Finalmente, o codificador perguntou quem eram os sofredores.
O anjo lhe respondeu que se tratava dos que estiveram no mundo plenamente educados.
Residiam naquela região os conhecedores dos ditames do bem e da verdade.
Ali se encontravam especialmente os cristãos infiéis de todas as épocas.
Embora cientes da lição e dos exemplos do Cristo, decidiram se entregar ao mal.
Para eles, era especialmente difícil um novo berço na Terra.
Conta-se que Allan Kardec retornou ao corpo fundamente impressionado.
E logo tratou de enfatizar na Doutrina Espírita a responsabilidade do homem quanto aos seus deveres.
Conclui-se que é preciso abandonar desculpas e ilusões.
Talentos, conhecimentos e fé é um depósito sagrado.
O homem ilustrado precisa movimentar suas mãos no bem, sob pena de incidir em grave responsabilidade.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
7, do livro Cartas e crônicas, pelo Espírito Irmão X,
psicografia de Francisco Cândido Xavier.

O Passe nas Casas Espíritas



Os fenômenos mediúnicos ao lado do magnetismo foram os precursores da Doutrina Espírita e Allan Kardec a partir deles compôs todo o arcabouço teórico e prático do Espiritismo.
A meta maior da Doutrina Espírita é a cura do Espírito, com a elevação das pessoas em todos os níveis: intelectual, moral e espiritual. O tratamento é mais uma técnica desse conjunto harmônico.
O termo “passe” tem significados distintos, mas pode ser entendido como uma terapia espírita, como uma parte do magnetismo, como uma técnica de cura ou ainda como o sentido genérico da “fluidoterapia”.
O uso do magnetismo como forma de cura é bastante antigo, sendo utilizado desde a antiguidade e não surgiu com o Espiritismo, não sendo uma criação da Doutrina Espírita. Esse meio de socorrer os enfermos do corpo e da alma já era conhecido e empregado na antiguidade. Na Caldéia e na Índia, os magos e brâmanes, respectivamente, curavam pela aplicação do olhar.
Jesus o utilizou, “impondo as mãos” sobre os enfermos e perturbados espiritualmente, para beneficiá-los e ensinou essa prática aos seus discípulos e apóstolos, que também a empregaram, largamente, como vemos em “Atos dos Apóstolos”.
André Luiz define que o passe “é o equilibrante ideal da mente”, funcionando como coadjuvante em todos os tratamentos, não só físicos, mas igualmente da alma. Com isso o objetivo de passe fica categorizado como elementos a serem alcançados em dois campos: materiais e espirituais.
Segundo Jacob Melo, “o passe é uma transfusão objetiva de fluidos de um ser para o outro ou ainda a interferência intencional do campo fluídico de alguém sobre idêntico campo de outro alguém, tanto em termos físicos como espirituais.” Ou ampliando a definição diz que “o passe nada mais é do que a transmissão ou a manipulação de um fluido, de uma energia curadora, de quem a possui para quem necessita.” E conclui dizendo que “o passe atua diretamente sobre o corpo espiritual através dos campos vitais, diretamente sobre o corpo orgânico, propiciando interações intermoleculares de refazimento e recomposição, e diretamente sobre a mente, ensejando refrigérios psíquicos e/ou atenuando envolvimentos espirituais negativos.”
O passe é uma transfusão de fluidos de um ser para outro. Emmanuel o define como uma “transfusão de energias físiopsíquicas”. Beneficia a quem o recebe porque oferece novo contingente de fluidos já existentes. Considera “equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos” e compara sua ação à do antibiótico e à assepsia, que servem ao corpo frustrando instalação de doenças.


O passe sempre se dirige da mente de um Espírito para a mente de outro, independentemente da forma em que se encontram, encarnada ou desencarnada. Por isso consideramos que o passe é sempre uma ação espírita, que se desenvolve invariavelmente, de um para outro Espírito.
A finalidade da reunião de fluidoterapia é aliviar os companheiros quando se instalam doenças físicas, com um tratamento de natureza essencialmente espiritual. (“Vinde a mim todos vós que vos achais sobrecarregados e aflitos, que eu vos aliviarei.”) S. Mateus, cap. XI, vv. 28 a 30.
Para as Casas Espíritas, Jacob Melo acrescenta “a magnetização ou o passe é um serviço importante, pois a sua simplicidade aliada ao seu reconfortante alcance, principalmente quando utilizado de forma concomitante a doutrinação e a elucidação evangélico-doutrinária, é de tamanha envergadura que não se deveria deixar jamais de praticá-lo nas Instituições Espíritas”.
Como afirmou Jacob Melo “O passe Espírita objetiva no consulente o reequilíbrio orgânico (físico), psíquico, perispiritual e espiritual. Para os médiuns o passe é uma oportunidade sagrada de praticar a caridade sem mesclas, desde que imbuídos do verdadeiro Espírito cristão, sem falar na bênção de podermos estar em companhia de bons Espíritos que, com carinho, diligência, amor, compreensão e humildade se utilizam de nossas ainda limitadas potencialidades energéticas em benefício do próximo e de nós mesmos”.
O paciente deve atentar para algumas instruções para que o passe seja eficiente. O ideal é que esteja receptivo, pois o passe será tanto mais eficiente quanto mais intensa a adesão da vontade do paciente ao influxo recebido. No dia do tratamento a alimentação deve merecer atenção especial: ausência de qualquer tipo de carne (animais, frango ou peixes). Não ingerir produtos ricos em proteínas (eles dificultam a recepção dos fluidos que agem no corpo perispiritual, sede principal das doenças físicas). Devem abster-se de alcoólicos de qualquer natureza, tabaco (cigarro) e vícios gerais (jogo de cartas etc.), durante o tratamento da fluidoterapia. Quando possível, manter um clima de tranqüilidade íntima, com preces, leituras e reflexões em que pese os compromissos diários (sem qualquer envolvimento em condutas de agressividade, rebeldia, ódios etc.). O paciente deve realizar todas as recomendações solicitadas pelo passista, cultivando no lar, o Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo (não sendo possível com a família, fazê-lo individualmente) e aconselha-se a observância irrestrita da orientação médica, pois o tratamento espiritual não atua no corpo físico e sim no Espírito e no perispírito.


O tratamento por magnetização requer assiduidade e perseverança e atendimento das recomendações indicadas, pois sabemos que fluidificação não dura mais de uma semana e que faltar ao tratamento interrompemos e não teremos os benefícios que queremos.

BIBLIOGRAFIA

- O Passe, Seus Estudos, Suas Técnicas, Sua Prática – Jacob Melo – FEB 1991.
- Cure-se e Cure Pelos Passes – Jacob Melo – 2008.
- O Passe nos Centros Espíritas e nas Visitas aos Enfermos – Luiz Carlos Barros Costa.
- Técnicas do Passe – Wladimir Sanches. USE – São Paulo.

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